A antestrestreia é já no dia 12 de Abril às 16h com presença de Nuno Markl e Alexandre Soares.
Eu quero ir!
Depois fica...
"“Viagem a um Buraco Negro” introduz um narrador pouco convencional, que leva os espectadores numa viagem ao centro de um buraco negro… com consequências imprevisíveis!
Através da experiência única que é uma sessão de planetário, partimos da Terra em viagem pelo cosmos. Atravessamos nebulosas até ao local onde as estrelas se formam, compreendemos como o nosso Universo evoluiu desde o início do próprio tempo e espaço eno final iremos ao encontro de um dos objectos mais fascinantes e misteriosos, os invisíveis buracos negros.
Para esta nova sessão temos dois nomes de peso: o narrador Nuno Markl, figura de relevo do actual panorama humorístico português ( Produções Fictícias e colaborador da Antena 3) e Alexandre Soares (ex GNR e ex Três Tristes Tigres), compositor da Banda Sonora Original.
É dirigida a um público a partir dos 12 anos, mas poderá ser apreciada por toda a família.
Esta sessão estará em exibição no Planetário do Centro Multimeios de Espinho, aos Sábados, Domingos e Feriados às 16:00H.
Esta sessão conta com o apoio da Fundação Navegar, da Câmara Municipal de Espinho, da Antena 3 e da Impor Música."
Infelizmente não vou poder ir à estreia, mas hei de ir lá espreitar assim que possa, estou muito curiosa para ver o resultado final.
Esta foi a terceira sessão de planetário que escrevi para eles, a última foi a divertidíssima Viagem a um Buraco Negro, que tive ocasião de assistir à estreia, e é uma delícia ver o resultado de um guião que escrevi (com base em textos dos especialistas na matéria) num planetário, no meio das estrelas por cima da minha cabeça :D e com interpretação de Nuno Markl e música de Alexandre Soares! Foi mesmo para ficar babada!! Agora a voz das personagens ficou a cargo da Ana Bacalhau (Deolinda) e do José Rebola (Anaquim)... quase podia ter escrito um musical :P
Gostando eu de tratar conteúdos interessantes para a miudagem, foi mais uma vez um prazer trabalhar nesta sessão. Obrigada Francisco Costa, Lina Canas e Professor António Pedrosa pelo convite. :)
Tendo ou não filhotes nas idades da sessão, recomendo um passeio até espinho. Eu quero ir! Quem vem comigo? :)
O Nuno Markl deu-me os parabéns por um texto que escrevi para uma sessão de planetário do Centro Multimeios de Espinho... aaaaaaahhhhhh!!! tou a babar!!!! olhem lá...
Eu também acho que pode ficar muito giro, já é o segundo texto que escrevo para eles, o primeiro já foi há mais de um ano, para um filme de animação em Full Dome que ainda anda em fases de produção e que já não aguento mais de expectativa para ver o resultado final. Mas este vai chegar primeiro e quando soube que era o Nuno Markl que ia dar voz à personagem sinistra que EU inventei (eh eh) fiquei logo completamente uááááá! Era para ir assistir às gravações mas por contigências do Animiniarte, da novela que ando agora a escrever, não consegui e fiquei cheia de pena. Agora ao ver um post no Há vida em Markl sobre a personagem que criei com tanto carinho, comecei logo a babar... deixei comentário e ainda tive direito a uma senhora resposta que me deixou ainda mais babada. Obrigada Markl, soube que nem cerejas (que gosto mais do que ginjas)! ;) Só falta esperar mais um bocadinho para ver o resultado final... por falar nisso, quem é que alinha na excursão a Espinho para a estreia desta viagem a um Buraco negro? Bora? :)
Fiz várias este fim de semana. As com destino ao Buraco Negro foram três. À chegada ao Centro Multimeios de Espinho encontrei uma equipa que já se tinha esquecido do que era dormir e comer para que as viagens do planetário corressem todas bem. Estavam prestes a fazer um último ensaio a que tive o prazer de assistir com lugar de honra. E foi tudo emocionante: Foi emocionante ver a personagem que criei maravilhosamente interpretada pelo Nuno Markl, que soube dar uma força e vida a um texto, por vezes demasiado informativo e didáctico… (essa foi uma guerra onde não me deixaram lutar, o objectivo era didáctico e não ficcional, pelo que, com grande pena minha que me apetecia brincar muito mais, tive de aceitar os limites da proposta); Foi emocionante ver o resultado visual de toda aquela equipa que conseguiu, com os meios que tinham ao dispor usar todo o espaço da cúpula do planetário para criar uma sessão viva, onde vários elementos interagem entre eles; Foi emocionante ver o excelente trabalho musical do Alexandre Soares, bem acompanhado do excelente trabalho de sonoplastia do pessoal residente; Enfim, um excelente trabalho de equipa onde só o meu nome foi esquecido nos agradecimentos iniciais (vida ingrata a do argumentista :P) Aqui fica a ficha técnica para se fazer justiça a todo o pessoal: (clicar p aumentar, por favor :))
Esquecimentos à parte, o pessoal do Multimeios adiou por mais umas horas a necessidade de dormir, juntou-se um grande grupo de amigos (que eu tive muito prazer de conhecer nessa noite) e fomos todos comemorar a viagem com uma jantarada…
…E foi assim que eu acabei a torcer pela minha equipa do Vitória do Setúbal, rodeada de gente do Norte, num restaurante perto da Av. da Boavista no Porto, com uma francesinha e um fino à frente!!!! :S Desconfio que o Setúbal só não ganhou para que eu não fosse chacinada por dar um berro de alegria em pleno território inimigo. Mas bateu-se bem e foi um jogo que deu prazer ver. Merecia o empate!
Mais uma viagem para beber uns finos na noite do porto, ainda vi os the Kills por trás dos vidros da Casa da Música mas não era noite para os ouvir até porque era previsível, tendo em conta as condições físicas dos anfitriões, que a noite não se esticasse muito. Ter adormecido relativamente cedo, deu para acordar relativamente cedo e dar belos passeios na praia. Depois acabaram por se esticar ainda mais, por causa de um erro geográfico que me levou a perder o comboio onde era suposto vir… Mas no dia 13, viajar às 13h no lugar 113… estava visto que não ia dar certo e foram mais 2horitas de espera na praia que me valeram um rosadinho no rosto :)
No princípio e no fim de tudo, as viagens de comboio. Mais que as de carro ou as de avião, as viagens de comboio são óptimas para grandes reflexões sobre o estado da vida. (bonito, isto que eu acabei de dizer) E bem acompanhada por excelentes paisagens visuais e sonoras (do pequeno leitor de mp3 que cheguei a criticar mas que se portou lindamente aguentado a bateria do princípio ao fim das viagens) aproveitei para tentar tirar algum sentido das tantas e tantas mudanças que se vão sucedendo na minha vida, umas por opção, outras por imposição. Sabe bem ouvir a cabeça afastada das paisagens e rotinas diárias.
Quase à chegada a Santa Apolónia, e mais uma vez com a sensação de futuro em aberto, onde as duas coisas fundamentais estão asseguradas… a casa e o pão… só tenho uma certeza, uma enorme vontade de começar novos projectos… agora, pura e simplesmente pelo prazer que me possam dar.
E foi a chamar-me para um novo mundo, que o leitor mp3 se despediu de mim, mesmo à chegada a Sta Apolónia …
Assim que entrei na lavandaria, com um saco de roupa suja na mão, senti-me sufocado pelo espaço claustrofóbico. Um buraco escuro e apertado, sem janelas e a tresandar a tira nódoas. Para onde quer que olhasse só via fatos e vestidos pendurados em cabides e protegidos por plásticos. Arrepiei-me com a imagem de um grande caixão colectivo de corpos feitos de tecidos mortos e fiquei tão impressionado que me pareceu ver qualquer coisa a mexer dentro de um dos plásticos. Inspirei fundo e, com o ar nos pulmões, aproximei-me para ver um vestido tão antigo que era difícil imaginar que alguém ainda o usasse nos dias de hoje. Era só um vestido e, onde tinha visto um conjunto de vermes a subir por tecidos podres, não era mais que uma etiqueta amarelada com o tempo e cheia de borrões de tinta. Podia voltar a respirar sem medo… Reparei que a conta estava feita numa moeda antiga nesse e em muitos outros fatos. Conclui que aquilo só podiam ser peças de roupa não reclamadas do século passado e que eu estava a alucinar com o ar tóxico do tira nódoas. Mas havia ali qualquer coisa que me deixou nervoso e estava a virar-me para abandonar a lavandaria quando a vi pela primeira vez. Senti o sangue a congelar-me as veias dos pés à cabeça. De onde é que ela tinha saído e porque é que olhava para mim assim, sem um sorriso, sem uma palavra? A sua figura esguia, inexpressiva, vestida de negro provocava-me arrepios e preparava-me para abrir a boca e dizer que tinha sido engano e que já estava de saída quando senti a sua mão fria a tirar-me o saco de roupa suja da mão.
Não consegui pronunciar uma única palavra.
Abriu o saco e analisou cuidadosamente as peças de roupa que eu ali tinha enfiado. Sem hesitar, separou o meu fato favorito e uma das minhas melhores camisas. Voltou a pôr as restantes peças dentro do saco e devolveu-mo. Aproximou-se de um pequeno balcão de pedra cinzenta onde tinha um livro de recibos e uma pena. Só a vi fazer um movimento com a pena sobre o livro, antes de regressar para junto de mim com dois papeis na mão. Entregou-me um duplicado e prendeu o original à manga do casaco que juntou às calças e camisa numa cruzeta. Olhou para mim e estendeu a mão magra aberta na minha direcção. Não me lembro se lhe perguntei o que queria ou se automaticamente percebi que me estava a pedir os €15,30 marcados a tinta na etiqueta. Sem vontade de resgatar as minhas peças de roupa favoritas paguei-lhe com uma nota de 20 e corri dali para fora. Desorientado, andei, andei, andei, às voltas no meu bairro confuso com o que tinha acabado de me acontecer. Tentei brincar com a situação, «Assim percebe-se porque é que ninguém lá volta para levantar os fatos… que belo negócio o desta mulher…» e voltei para casa. Para não dar mais importância ao caso, atirei o recibo para um canto. Só voltei a olhar para ele com atenção, depois dos pesadelos começarem…