passarola quer voar: Janeiro 2008

quarta-feira, janeiro 30

Ch-ch-ch-ch-Changes...



"Time may change me
But I can't trace time"

segunda-feira, janeiro 28

Vamos lá começar isto com pica!



Around the world, Daft Punk

sábado, janeiro 26

Quando nos deixamos levar pela sensação…

… por mais enrolada que a minha vida possa vir a estar… enquanto houver boa música, eu vou estar bem……. Ontem senti-me assim, na ZDB… Foi TÃO bom! :)

sexta-feira, janeiro 25

5. Uma visita arriscada

e sai mais um...

Assim que o Jipe desapareceu na paisagem o Jeremias arrancou de novo em direcção à casa e eu lá fui, atrás dele como se ambos soubéssemos que havia algo de muito suspeito para descobrir ali.

Perdi-o de vista e voltei a vê-lo junto à janela a que o Ricardo tinha trepado naquela manhã. Estava a indicar-me o melhor caminho para entrar. A cadeira de praia ainda se encontrava junto à janela aberta e eu tinha subido para cima dela quando, de dentro de casa, espreitou o focinho do Gaudi.

- Olá! Já me tinha esquecido de ti. Estás a convidar-me para entrar? Não seja por isso, muito obrigada pelo convite – brinquei eu enquanto entrava, com um salto, no quarto da Vera e do Tomás.

Olhei em volta e vi uma grande cama ainda desfeita, alguns livros na mesa de cabeceira e algumas peças de roupa espalhadas por cima da cama.
- Sabes o que isto me diz, Gaudi? Que, ou os teus donos são muito desarrumados, ou saíram à pressa, sem pensar em arrumações – e continuei a analisar o quarto.

Num canto estava uma grande cadeira com uma toalha de banho por cima. Era a cadeira onde a Vera se tinha sentado depois do telefonema. Afastei a toalha e encontrei um pequeno pedaço de papel com um número de telefone escrito.

– Cá está a pista nº 1 – expliquei ao cão e ao lagarto que me olhavam, um do chão e outro do alto da parede. Comecei a copiar aquele número para um pequeno caderno que tinha levado comigo e estava já a terminar quando reparei no Jeremias, muito irrequieto, a andar de um lado para o outro.
- Não precisas assustar-te, o Gaudi já não te faz mal – disse-lhe enquanto voltava a colocar o papel no seu lugar mas nesse momento, o cão disparou em direcção à porta da casa muito agitado. Era o Jipe que acabava de estacionar. O meu coração começou a bater mais depressa e as minhas mãos começaram a tremer. Percebi o que o meu lagarto me tentava dizer.

- Vão apanhar-me – pensei. A porta abriu-se e alguém começou a andar em direcção ao quarto.
- Agora não, Gaudi – era a voz da Vera e vinha mesmo na minha direcção. Num impulso saltei para debaixo da cama e fechei os olhos, ingenuamente, para ela não me ver. Senti os pés a aproximarem-se e a pararem mesmo atrás da minha cabeça. Achei impossível que não se ouvisse o bater do meu coração…
A Vera mexeu, remexeu e continuou a mexer. A cada movimento eu sentia as suas mãos mais próximas do meu corpo escondido. No próximo segundo seriam o meu pé ou a minha mão a serem descobertos e elevados no ar. Novos passos vinham na direcção do quarto.
- Encontraste? - Perguntou o Tomás, demasiado perto.
- Não tenho hipóteses! - senti.
- Está aqui! – A voz da Vera.
- Quem, eu?!?!? Pensei horrorizada – é o Jeremias – preparei a resposta na minha cabeça já com a face a ferver de vergonha. Esperei que a sua mão me tocasse, como que a confirmar a sua descoberta e continuei a esperar, enquanto fechava os olhos ainda com mais força. Não senti nada. Não ouvi nada. Nada! No meio de toda aquela aflição, nem percebi que ela tinha entrado, encontrado o que procurava e saído tão rapidamente como tinha chegado. O ruído do carro deu-me o sinal de que estava tudo bem. O cão voltou para junto a mim, carinhoso e brincalhão.
- Obrigada amigo! – não sei porque não me denunciou mas fiquei-lhe eternamente agradecida… Olhei em volta e vi a toalha de banho no chão. O papel com o número de telefone que a Vera tinha escrito mais cedo nessa manhã, tinha desaparecido. Era uma prova de que era importante. Eu estava no bom caminho.

Dei mais uma volta rápida pela casa e saí por onde tinha entrado. O Gaudi veio despedir-se de mim à janela e o Jeremias já tinha desaparecido quando o procurei.

No caminho para casa tentei organizar na minha cabeça tudo o que tinha descoberto. Pensei no número de telefone e decidi que, assim que pudesse, ligaria para saber a quem pertencia.

Quando cheguei a casa, encontrei o meu pai a preparar o almoço e a minha mãe a pintar numa grande tenda branca que tinham montado no jardim. Explicaram-me que aquela passaria a ser a nossa tenda refrescante, para descansarmos do sol durante as horas mais quentes do dia. Assim, depois de almoçar inaugurámos o nosso novo espaço de verão: A minha mãe a pintar, o meu pai a ler e eu, contrariada, a dormir a sesta.

Mais tarde a minha mãe perguntou-me se não queria ir convidar o Ricardo para vir brincar na piscina connosco o que me pareceu uma excelente ideia. Pus-me a caminho e nada me fazia prever o que iria encontrar. Em volta da casa dos novos vizinhos estava um grande rebuliço. Ao longe conseguia ver que estavam dois homens a conversar com o Tomás e mais dois ou três espalhados em volta da casa. Ao aproximar-me, percebi que estavam fardados e não avancei mais quando vi que eram da polícia.

Fiquei por uns momentos a pensar, sem saber o que fazer. Voltava para trás? Tentava perceber o que se estava a passar? Não, eu tinha de ir lá. A presença da polícia tinha definitivamente a ver com a minha investigação e era necessário descobrir porquê.

Vi o Ricardo e corri para ele que veio também ao meu encontro.
- Olá Carlota – escreveu – agora não te posso dar atenção. Parece que andou alguém a vasculhar a nossa casa e a polícia veio ver o que se passava. Tenho de voltar depressa.

Acho que já não ouvi o final da frase. Dentro do meu corpo começou uma agitação que me deixou mais muda que o meu amigo. Procurei no meu cérebro o programa da voz electrónica e não encontrei. Ele já regressava, atrapalhado, e eu, sem dizer nada, desatei a correr para só parar quando chegasse a casa.

Tinha medo até de pensar. Sim, porque eu sabia o que o meu cérebro me diria: Foste tu!! Vai lá e confessa. Entrega-te. Tentei distrair-me o resto da noite mas não enganei ninguém. Desculpei-me com o cansaço e fui-me deitar. Quando finalmente consegui adormecer, ainda foi pior.

Sonhei com muitos olhos grandes e assustadores que me fixavam. Por trás dos olhos não estavam caras, mas mãos fechadas com o indicador apontado na minha direcção. Surgiam de onde quer que eu me virasse e perseguiam-me para onde quer que eu fosse. Cercavam-me cada vez mais, fechando-me num círculo de dedos acusadores. Iam-se aproximando, aproximando até que só ficavam olhos. Olhos que eu começava lentamente a reconhecer. Eram os olhos da Vera que me acusavam de ter entrado no seu quarto, eram os olhos do Tomás que me acusavam de ter pisado a sua cadeira, eram os olhos do Ricardo que me acusavam de traição.
De repente, as cabeças da Vera, do Tomás e do Ricardo começavam a fundir-se numa só, onde crescia um focinho de pastor alemão que me perguntava: Achavas que eu não lhes dizia? Julgavas porventura que eu não sabia falar? Ora estavas muito enganada que eles já sabem de tudo… e começava a rir-se com um riso de quem tinha engolido um balão cheio de hélio.

Acordei a meio da noite cansada. Sabia que não me conseguia enganar a mim própria. Tinha de lá voltar, de perceber o que tinha feito de tão errado para que chamassem a polícia. Não podia ser por minha causa. Tinha de existir mais qualquer coisa. Decidi que o faria logo pela manhã e depois, tomada esta decisão, consegui dormir sem sobressaltos, todo o resto da noite.
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E mai logo...

quarta-feira, janeiro 23

Esta noite sonhei com o fim do mundo…

… muito resumidamente e até porque por mais que escreva dificilmente vou conseguir descrever o que vi, estava a jantar numa sala de um restaurante que ficava numa zona alta, numa mesa comprida com várias pessoas, das quais só me lembro de duas amigas. Estava o patrão de uma delas a despedir-se, dizendo que ia aproveitar o resto da noite… já que o mundo ia acabar… e nós ficávamos intrigadas com essa história do fim do mundo mas não ligávamos muito. À frente da nossa mesa estava uma janela enorme, como se fosse uma grande tela de cinema, onde se via o céu e eu reparava que estava a ficar mais estrelado e chamava a atenção das minhas amigas. De repente o céu transformava-se num enorme espectáculo de luz com cascatas de estrelas a cair em tal quantidade e velocidade que preenchiam o céu todo. Acho que havia mais efeitos luminosos, não sei se de explosões ou de estrelas mas a certa altura começamos a perceber que o espectáculo estava a ficar mais violento e começámos a ver uma espécie de tornados que elevavam carros com pessoas lá dentro. Na cena seguinte que me lembro, estávamos já numa espécie de carro/nave espacial… porque não rodava, mas planava pelo meio de um cenário enorme de destruição, com a cidade inteira destruída e partes de corpos humanos a sair de carros e casas destruídas. Viam-se pessoas, como que congeladas, com os braços e pernas em posição de luta e sensação era de uma angústia terrível e culpa por termos tido tanto prazer ao assistir a um espectáculo que tinha causado tanta destruição. Acordei (acho que acordei) angustiada e o primeiro pensamento que tive foi, porque é que passei a noite do fim do mundo amigas que nem são assim tão próximas e voltei a adormecer (ou não cheguei a acordar) e voltei atrás ao restaurante, mas aí já sabia que o mundo ia acabar e toda a segunda parte do sonho sou eu a procurar as pessoas próximas com quem eu queria passar a minha última noite de vida (ou que queria salvar, não sei)… desta parte não me lembro de muito mas sei que algumas dessas pessoas já entraram e não acordei angustiada…

Pelos vistos… o torcicolo passou, mas a guerra continua… o que raio é que se andará a passar por dentro da minha cabeça? :S

terça-feira, janeiro 22

Ontem acordei com o pescoço zangado…

Eu não estava acordada para ver, mas suspeito que o meu lado canhoto desafiou o destro para uma batalha durante a noite. A zaragata assumiu tais proporções que a cabeça acabou por se chatear com o corpo e virar-se ao contrario em medida de protesto. Tudo teria passado despercebido ao meu consciente, não fosse o pescoço, por não querer tomar posições entre o corpo e a cabeça, se ter posto tenso alertando-me para a guerra silenciosa que se vivia no meu interior. Achei melhor ignorar, pensei que os membros eram grandinhos e que se iriam entender mas aí quem se chateou foi o estômago. O estômago, como é sabido, é o nosso órgão com pior feitio que, por ser excessivamente responsável e trabalhador, não gostou de me sentir a fugir às minhas obrigações. Rugiu de tal forma que foi impossível não o ouvir e como castigo obriguei o corpo todo a uma dieta rígida. Enquanto não há pedidos de desculpa não há prazer para nenhuma parte, culpada ou inocente.

Hoje a primavera acordou-me com o corpo apaziguado. :)

sexta-feira, janeiro 18

4. O primeiro dia de investigação

et voilà... o quatro capítulo de A miúda dos lagartos...

Nessa noite sonhei com segredos em forma de nuvens de muitas cores que dificultavam a minha visão, assim como uma neblina matinal, espessa que eu ia cortando com uma tesoura de tamanho gigante. Tentava abrir caminhos para sair mas, sempre que abria um buraco no nevoeiro, em vez de me abrir passagem, soltava criaturas assustadoras. Da primeira abertura que fiz saltou-me uma bocarra cheia de dentes a ladrar, que me obrigou a fugir por um caminho onde chovia. Noutra abertura soltei um monstro metálico com voz de menino de carne e osso. Volto a correr para encontrar duas árvores em forma de homem e de mulher cujos braços me enrolam como uma serpente e quando me senti presa e sem caminho por onde fugir, abri os olhos e percebi que estava na minha cama, aprisionada pelo lençol.

Pelo silêncio que vinha do quarto dos meus pais deduzi que o sol era o único que já se estava a levantar e resolvi dar um passeio até casa dos novos vizinhos para descobrir mais pistas para o meu mistério. Se me encontrassem poderia sempre utilizar a desculpa do Jeremias. Afinal, eles não sabem que já o encontrei.

Abri a porta devagarinho e estava já com um pé fora de casa quando ouvi uma voz metálica a perguntar – Vai um lagartinho tostado para o pequeno almoço?
- Aiiiiii!!! É o Jeremias!!! Seu estúpido, tira já esse lagarto da boca! – gritei eu ao ver o Ricardo sentado no degrau da minha porta com uma pequena cauda verde a sair-lhe por entre os dentes.
- Tem calma, é só uma cauda que encontrei perdida – disse-me a voz do computador do Ricardo – estava a brincar contigo..
- Mas eu não gosto dessas brincadeiras, principalmente com os meus lagartos – gritei-lhe furiosa.
O Ricardo continuava a escrever divertido com a minha zanga – sabes que os lagartos quando estão em perigo libertam-se da cauda..
- Já tinha ouvido dizer…
O Ricardo deitou fora a cauda e voltou ao computador – fiz uma pesquisa e descobri que estes animais, normalmente chamados de lagartixas são muito importantes para o meio ambiente porque comem insectos e outras pragas domésticas.
- Isso é fixe para eu dizer aos meus pais – ainda estava a falar quando outra voz electrónica, agora feminina, continuou a explicação:
- “Quando se sente em perigo, a lagartixa desprende a cauda que continua em movimento durante alguns minutos para desorientar os seus predadores. A regeneração completa da cauda pode durar duas semanas”
- Quem é que falou agora?
O Ricardo escreveu – A minha enciclopédia electrónica. Sabe tudo sobre tudo!
- Uau!! Então tu tens sempre respostas para tudo…
- O computador ainda não pensa por mim… mas tenho acesso a muita informação..
- Isso é que me dava jeito para as minhas investigações.
- Que investigações?
- São cá coisas minhas. Mas diz-me uma coisa, como é que és capaz de escrever tão depressa?
- É muita prática…
- Tu nunca falaste?
O Ricardo abanou a cabeça enquanto escrevia – Pelo menos com a minha voz…
- E isso não te deixa triste?
- Quantos amigos tens com um computador como o meu? - Disse-me a sorrir.

Entretanto, tínhamo-nos sentado os dois no degrau da minha entrada e eu já sentia os meus pais a mexerem-se lá dentro. Antes que tivessem a ideia de me chamar, sugeri – Não queres ir comigo procurar o Jeremias?
- Então o Jeremias é uma espécie de lagarto de estimação? – perguntou enquanto nos levantávamos.
- É. Desde que me lembro que brincamos juntos. Deve andar lá para as tuas bandas…

Assim, consegui ir para onde queria e o melhor de tudo, com companhia para me abrir as portas – Vai uma corrida? – e, entusiasmada parti antes de ouvir resposta.

Cheguei à casa vizinha uns milésimos de segundo antes do Ricardo. Vi o Gaudi vir na minha direcção e já me estava a preparar para um grande ataque de lambidelas quando o vi continuar a correr na direcção da parede da casa e a ladrar ruidosamente.

- Corre Ricardo, é o Jeremias – gritei eu, novamente aflita pelo meu lagarto.
O Ricardo estava já ao pé de mim, ofegante da corrida mas a rir-se e a abanar a cabeça. O lagarto parou junto ao telhado, com o ar tranquilo que sempre lhe conheci.
- Tens que perder essa mania de te assustares por tudo e por nada.
- Tens razão – admiti eu enquanto afagava o pêlo do Gaudi – Aquele é o Jeremias, é amigo, não é para comer – tentei eu explicar ao cão que brincava agora comigo. Queria apresentar-to mas desconfio que não está com muita vontade de descer dali.
- Eu vou buscá-lo para ti– disse-me a voz do Ricardo enquanto este se ria.

Fiquei a analisar os movimentos dele. Vi-o ir buscar uma cadeira de praia e empoleirar-se em cima dela, depois saltou para o parapeito, trepou pela janela acima e, já alto, levou as mãos a umas telhas que espreitavam do telhado. Num impulso experiente colocou primeiro uma e depois a outra perna em cima das telhas. Ao fazê-lo, caiu um bocadinho de qualquer coisa que fez barulho ao tocar no chão, chamando a atenção da Vera que apareceu à janela.
- Olá Carlota, estás com o Ricardo? Ele saiu de manhã à tua procura…
- Bom dia, Vera! – disse eu encavacada enquanto o Ricardo me fazia sinais para não o denunciar no telhado – O Ricardo foi buscar qualquer coisa ao outro lado da casa.

- Ricaaaaardoooo!! – Chamou a Vera enquanto espreitava para fora da janela. Comecei a sentir a minha cara a começar a aquecer – o que me acontecia sempre que escondia alguma verdade de alguém. – Vou chamá-lo – desculpei-me para sair dali antes de me parecer com um tomate maduro mas, antes que me mexesse, ouviu-se o som de um telefone a tocar. O Gaudi saltou para dentro de casa e foi ter com a dona.

-Estou safa – pensei eu ao ver a Vera a virar-me as costas. Fiz um sinal ao Ricardo que começou a rastejar na direcção do Jeremias. Entretanto, agucei o meu ouvido para o que se passava no interior.

– Mas ele não está, já lhe disse!! - Onde estava podia ver que a Vera estava a ficar nervosa. – Nós não mudámos nem vamos mudar de ideias! – Alguém argumentou qualquer coisa do outro lado, ao que a Vera respondeu – Não!! – e voltou a escutar – Então diga – agarrou numa caneta e num papel - 9…4…8…2….Pronto. Ele vai-lhe ligar mas não vai adiantar muito….sim…até ao meio dia…vamos tentar – e desligou o telefone com violência. Por momentos ficou a olhar para o vazio enquanto, com as mãos segurava a cabeça. O Gaudi tentava animá-la com lambidelas. Num impulso, levantou-se e agarrou novamente o telefone – Tomás – ouvi-a dizer…e fui atacada por uma pedra pequenina. Olhei para cima e era o Ricardo impaciente, a querer saber se era seguro descer..

- Desculpa Ricardo, distraí-me… podes descer – confirmei eu ao comprovar que a Vera já tinha saído de vista e, ao vê-lo descer sem nada nas mãos, procurei o Jeremias no telhado - Encontraste-o? – Perguntei assim que aterrou com os dois pés no chão. Ele sorriu-me, brincou com as mãos e, como num passe de mágica, levou uma das mãos a um bolso de onde retirou … um lagarto muito sorridente – Olá!! – cumprimentei logo o meu bicharoco com muitas festinhas.

Ficámos um bocadinho a brincar com ele até que o ruído do Jipe que trazia o Tomás o fez saltar e fugir de novo noutra direcção.

- Nós vamos sair – anunciou o Tomás numa voz grave, sem olhar para nós, enquanto entrava apressado em casa.
- Vou atrás do meu lagarto – despedi-me ao perceber que já estava ali a mais. Saltei o muro e encontrei o Jeremias parado um pouco mais à frente. Sentei-me junto a ele e fiquei a ver a Vera, o Tomás e o Ricardo a entrarem na viatura e a sair em direcção à vila.
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quarta-feira, janeiro 16

AHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHHAHAH!!!

AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAH!!!
As cadeiras que eu gostava de comprar para a minha sala, custam 700,00 €, preço unitário... mas com iva incluído... ah! ah....AHAHAHAHHAHAH!
AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAH!!!
E eu gostava de comprar 6!.... PUHÁHAHAHAH!
AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAH!!!
AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAH!!!
Banquinhos!!! o que tu vais comprar são banquinhos... :P AHAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHAHHAH!!!

Love in a trash can

sábado, janeiro 12

Eu quero ir ver!!!!!!!

I want to live with...

... common people like you ;)



esta é para todos os famigliares que me vêm espreitar de vez em quando e que eu estou a ter muito prazer em conhecer...
Grande festa, ontem à noite!
Tive a pontaria de descer com os senhores polícias no elevador... confessaram-se com muita pena de terem acabado com a festa e perguntaram se tinha sido boa... lol... grande sorriso, disse-lhes, sim, foi MUITO boa! Abriram-me a porta da saída e despediram-se educadamente.
Até já, famigliares! :)

sexta-feira, janeiro 11

3. O Jantar com os novos vizinhos e o reencontro com um grande amigo

(e aqui vem o episódio da semana de "A miúda dos lagartos")

O mais surpreendente do jantar na piscina foi mesmo o Ricardo. Claro que eu já estava doidinha para o conhecer e devo ter conseguido imaginá-lo de 365 mil combinações diferentes, chegando a conjugar partes humanas com partes de animais. Por que se esconderia ele de mim? A minha cabeça de pequena detective não parava de trabalhar.

Finalmente chegaram e posso dizer que o Ricardo não correspondia a nenhuma das 365 mil formas que eu tinha imaginado. Era aparentemente um rapaz normal, com mais dois ou três anos que eu, branquinho, com muitas sardas na cara e trazia, pendurado ao pescoço, um computador de bolso que nunca largava.

Tinha efectivamente uma particularidade que eu nunca poderia imaginar. Por causa de um problema nas cordas vocais o Ricardo não era capaz de falar, o que compensava com uma voz electrónica de um programa que lhe tinham instalado no seu pequeno computador. De resto, era perfeitamente normal e tão idiota como todos os rapazes da sua idade.

Acompanhou toda a refeição com uma boa dose de jogos electrónicos, não me ligou nenhuma e só sorriu quando chegou à mesa o enorme bolo de chocolate que a Vera tinha trazido. Huummm!! Estava mesmo bom!

Já tínhamos rapado o prato do bolo e eu estava ajudar a levantar a loiça da mesa quando de repente vi passar uma mancha verde que me era muito familiar. Entusiasmada, segui-a dentro de casa até à zona da lareira com um pressentimento. Aí ficou à minha espera, com o seu sorriso habitual a olhar para mim.

- Jeremias! – exclamei – Há tanto tempo!! Como é que tu estás? Eu sabia que te havia de encontrar... bem, na realidade foste tu que vieste ter comigo, mas eu sabia que nos íamos encontrar – continuei entusiasmada enquanto lhe afagava o focinho.

O Jeremias ia-me respondendo com pequenos movimentos da cabeça e da cauda e eu aproveitei para pôr a conversa em dia.

- Sabes, já tinha ido à tua procura ao monte, mas no lugar do teu tronco velho está a casa da Vera e do Tomás, que são estes senhores que estão cá a jantar.

O Jeremias com um movimento rápido atravessou a janela para o lado de fora – Já te vais embora? – espreitei pelo vidro e vi-o na parede a olhar para mim – “vem” – dizia-me a sua expressão.

Dirigi-me à porta e passei pela cozinha onde os malucos dos meus pais estavam a dançar, enquanto esperavam que a máquina acabasse de servir os cafés. Saí e contornei a casa até à parede onde o meu lagarto me esperava. De onde estava podia ver a Vera e o Tomás sem ser vista e, sem querer, ouvi um bocado da conversa deles:

- Esquece isso agora – dizia a Vera baixinho enquanto abraçava o seu marido.
- Como é que eu posso? Não falar nisso é uma tortura mas se falar, pode ser terrível – respondia-lhe o Tomás – não sei o que deva fazer com este segredo...
- E saem os melhores cafés expresso da galáxia – interrompeu o meu pai vindo de casa com os cafés na mão.
- Hummmm, é verdade, este cafézinho expresso não se encontra em qualquer planeta – disfarçou a Vera enquanto se afastava do Tomás.

- Era isto que querias que eu ouvisse? – perguntei ao Jeremias. Ele acenou-me afirmativamente com a cabeça e desapareceu em direcção ao telhado, tão depressa como havia aparecido. Ao seguir o meu lagarto, os meus olhos cruzaram-se com os do Ricardo que estava pouco atrás de nós.

- Estavas a espiar-me? O que é que viste? – perguntei assustada.

Enquanto o Ricardo escrevia na sua máquina, uma voz electrónica esclarecia – És a primeira rapariga que conheço que brinca com Lagartos. Talvez não sejas assim tão má!
- Sorriu-me, passou por mim e continuou o seu caminho até junto dos nossos pais. Sentou-se de olhos postos no monitor e não voltou a dizer palavra.

Que estranho – pensei – queres dizer que podemos ser amigos? – perguntei-me sem que ele me pudesse ouvir e, logo a seguir, pensei que do sítio onde ele estava não poderia saber o que é que eu vi ou ouvi os seus pais dizer. Mais descansada juntei-me ao grupo que fantasiava agora com viagens inter-galácticas.

Pouco depois os novos vizinhos despediram-se, deixando os meus pais sentados à beira da piscina a contar estrelas e a minha cabeça a andar às voltas com tudo o que tinha acontecido.

- A Vera e o Tomás escondem um segredo. E o Ricardo? Qual será o seu papel no meio disto tudo? E o que é que o Jeremias sabe? Que confusão!! Não consigo perceber nada!! - pensei antes de adormecer – Ainda!!! – e adormeci.
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Get your kicks on the Route 66

Hoje no Music Box vai comemorar-se os 50 anos da primeira edição do “On the Road”, obra prima de Jack Kerouac de que foi dito “(…) inventou a Geração Beat, originou um estilo de viver e um estilo de escrever.” (na contra-capa da edição que estou a ler)

E estou a ler há tempo demais (desculpa Paulinho, eu juro que estou quase a devolver-to)… foi-me emprestado ainda estava em casa dos meus pais e, talvez por todas as contrariedades, talvez pelo estilo diferente de escrita desenfreada, o livro não me prendeu logo. Meti uma série de livros pelo meio e só voltei a pegar nele já aqui em casa e então foi automatico. Entrei na boleia do Hudson e deixei-me levar… completamente!
É uma escrita desenfreada, sim – ele escreveu o livro em apenas três semanas, todo seguido sem parar, sem pontos nem vírgulas e diz que deu muito trabalho de revisão na editora…
É perdido, não. Eles sabem sempre para onde é que vão, o que não sabem é o que vão lá fazer…
Resumindo, é um grande livro, é uma grande viagem, é contagiante, foi o livro certo na hora certa. :)

Porque não devo conseguir ir até ao Music Box, (podem encontrar no Juramento mais info) aqui fica a minha homenagem ao senhor, com a mítica Route 66 pelo Legendary Tiger Man

quinta-feira, janeiro 10

Mistério do sorriso enigmático o catano!!

A Mona Lisa estava era cheia de tecidos a substituir os dentes que lhe faltavam na boca e por isso é que o sorriso tem esse ar misterioso e provoca os efeitos que deram tanto azo a tanta conversa ao longo dos tempos. Reparem no que diz Pancracio Celdrán, no seu livro “Histórias das Coisas” a propósito da história da dentadura postiça:

“(…) Isabel I de Inglaterra, nos finais do séc XVI” …(coincide com o século da pintura)… “dissimulava a cavidade oca que a ausência de dentes deixava na sua boca enchendo-a de tiras de tecido que colocava sobre as gengivas, a fim de moldar a boca, evitando que os lábios se afundassem devido à ausência de dentes que os sustentassem. Aquela surpreendente solução só conseguia dar ao seu rosto um aspecto congestionado e ao seu sorriso um tom enigmático… (…)”

E pronto!!! Está revelado o mistério do sorriso da Mona Lisa… ;)

GRANDE LATA!!!!

Não é que o raio de uma pomba acabou de cagar na minha varanda mesmo à frente dos meus olhos!!!! Já não há respeito pela menina que lhes limpa a casa de banho?!!!

Assim... sem mais nem menos um...






PLOFT??!??!






e lá ficou... a cagadela nojenta, molhada a provocar-me a vista!!! :S



BLHARG!!!...
vou ter de consolar-me com a restante vista que tenho do puff onde estou a trabalhar... olhar para a frente e não para baixo...

É inacreditável a lata das gajas!!!

quarta-feira, janeiro 9

uma pausa para o entretenimento...

uno, dos, um, dos, tres, quatro...

domingo, janeiro 6

Primeira saída nocturna do ano…

No caminho vi muita gente na rua, às portas dos restaurantes e bares a fumar cigarros ao frio e fui assombrada pela dúvida: Será que vou ver, pela primeira vez, um concerto de rock sem cheiro a tabaco?

Nã! Todos os sítios duvidosos que frequento têm uma placa de fumadores à porta. :)

No restaurante do bairro, continua a fumar-se; em alguns dos muitos cafés do bairro, continua a fumar-se; nos bares que frequento, continua a fumar-se!! Nas minhas rotas, está tudo na mesma… e eu pergunto, tanto barulho para quê? …

Do balanço da noite, gostei do som dos smartini, sem grandes entusiasmos, talvez porque o Music Box estava a meio gás e a malta de Rio Maior não andava por lá para fazer a festa. Admito que o público não tenha puxado muito por eles, mas tiveram alguns bons momentos. Já no Mini mercado, também com pouca gente (o povo ainda deve andar de ressaca da passagem de ano) o som estava muito bom. Estavam lá uns tais de Bandidos Desesperados a pôr som e tinha ficado mais umas horas a dançar, não fosse já me doer o corpo, (até porque saí de casa com uma mega constipação…) mas quando lá voltarem, eu vingo-me e danço até aquilo fechar. (… hoje curiosamente estou bastante melhor da constipação... eheheh)

Para agitar o Domingo, esta não foi nenhuma das que dancei ontem, mas já que vocês não ligaram nenhuma à brilhante versão em francês que postei na passagem de ano (e que ainda por cima dá para brincar ao karoke!) aqui fica em inglês uma das que passa em repeat cá na minha super aparelhagem… ;)



Se alguém aí perceber alemão, pode por favor traduzir os sketches que aparecem a meio?… é capaz de ser coisa com piada… :D

sexta-feira, janeiro 4

2. Na casa do Jeremias

(2º episódio d' "A miúda dos lagartos")

Mal tínhamos acabado de desfazer as malas e lá fui eu à procura do meu lagarto sorridente. A casa mais longe da nossa devia ficar a uma meia hora a pé por isso, sempre brinquei por aqui à vontade, como se fosse tudo meu.

E assim andava eu, de rabo no ar e nariz colado ao chão, a analisar todos os lagartos que encontrava quando esbarrei com um pequeno muro que não existia e, por detrás desse muro que não existia, uma pequena casa que também não existia e, por detrás dessa pequena casa, estendida numa toalha a apanhar sol, uma senhora que me era estranha e que tinha atrás de si um senhor a ler um jornal sentado numa cadeira de praia.

Aproximei-me silenciosamente para que não me ouvissem e apanhei o maior susto até então quando do meio do nada me saltou uma figura enorme cheia de dentes a ladrar-me ruidosamente.

Antes de ter tempo de sentir a minha respiração parar, ouvi uma voz grave chamar um nome e a sossegar o meu monstro. Percebi que era só um simpático pastor alemão, bem meiguinho e brincalhão, que me tinha vindo cumprimentar.

Refeita do susto, reparei que estavam três pares de olhos a olhar para mim. Uns estavam escondidos por trás de uma janela e pareciam divertir-se com o meu susto. Os outros, eram os dos senhores que estavam agora junto a mim a perguntar-me como me chamava e como tinha ido ali parar. Não vendo nenhum adulto, acharam que os meus pais já estariam preocupados comigo.

- Chamo-me Carlota – respondi-lhes – e moro numa casa naquela direcção – apontei.
- Olá Carlota, eu sou a Vera, o meu marido é o Tomás, aquele tonto que se escondeu é o nosso filho Ricardo e este é o Gaudi – fez uma festa no cão que estava mais interessado em lamber-me as mãos.
- Fico mais segura se a formos levar a casa – disse dirigindo-se ao Tomás.
- Não é preciso, a sério que estou bem - expliquei eu enquanto os meus olhos curiosos procuravam o Ricardo. – Conheço bem estes terrenos todos. Aqui antes de ser a vossa casa, era a casa do Jeremias – sem o conseguir ver, sentia-o também a espiar-me pela janela.
- Nós fazemos questão – insistiu a Vera com um sorriso. – Vou só buscar uma t-shirt e venho já…

Enquanto a Vera e o Tomás foram a casa, não resisti a tentar espreitar pela janela que escondia o tal Ricardo. Sentia a sua respiração mas não conseguia ver ninguém, o que ainda me deixou mais curiosa. Estava prestes a empoleirar-me quando a voz do Tomás me chamou

- Vamos embora? – O Tomás e a Vera já estavam cá fora, a abrir a porta do Jipe que ali estava estacionado.

- Não sabia que havia aqui uma casa antes – comentou a Vera no caminho.
- E não havia – estranhei eu.
- Então e essa casa do Jeremias de que falaste?
- Ah, não! O Jeremias não mora numa casa... é o meu lagarto de estimação e anda sempre por aí.
- Um lagarto? Bem, esperemos que o Gaudi não o tenha encontrado antes de ti...

Entretanto já estávamos a chegar a minha casa. Os meus pais vieram receber a estranha viatura que se aproximava e foi assim que ficaram todos a conhecer-se.

Claro que eles não estavam preocupados comigo mas, por uma daquelas razões que só os adultos compreendem, fizeram questão de agradecer imenso aos novos vizinhos por me terem encontrado...

- Então e tu entraste assim numa casa que não conhecias, Carlota? – zangou-se o meu pai.
- Estava distraída à procura do Jeremias – desculpei-me eu, irritada por estar a ser acusada de invadir a privacidade de uma zona que sempre tinha sido minha e dos meus lagartos.

Para agradecer, convidaram os novos vizinhos para jantar connosco:

- Está decidido – avançou o meu pai. – É como um jantar de boas vindas à vizinhança. O que me dizem?
- Está bem – concordaram finalmente. – Somos três e eu trago uma sobremesa – sugeriu a Vera.
- Então ficamos a aguardar-vos por volta das oito e meia para um pequeno festim à beira da piscina – disse o meu pai, sorridente.

A Vera e o Tomás riram-se e seguiram o seu caminho. Os meus pais começaram os dois a cantarolar, todos entusiasmados com o seu programa de última hora e eu voltei às minhas expedições em busca do meu lagarto perdido – O que é que a Vera quereria dizer com aquela história do Gaudi não o ter encontrado antes? – pensei eu preocupada.

...

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quinta-feira, janeiro 3

Geometria analítica ou filosofia passarolada?

A vida com fórmulas pode ser mais fácil mas, se eu sei que existe um ponto B para o qual me desloco, e a distância exacta a que está do ponto A, onde me posiciono, vou chegar lá depressa demais, sem sentir o prazer da viagem. Se eu não souber qual é o meu ponto B e a que distância está de mim, vou vivendo mais intensivamente todos os pontos bês do caminho. É por isso que não consigo programar muitos pontos, prefiro saboreá-los quando surgem, de forma natural, não prevista e até, se possível, com um cheirinho a aventura . Mais… se o ponto B da minha vida for demasiado previsivel, vou sentir que preciso mudar de direcção, desistir do ponto B, entrar na estrada do ponto X, e experimentar as emoções dos pontos desconhecidos do caminho.

Conclusão da história: Não voltar a pôr massinhas de letras na sopa do jantar se não quero voltar a ter insónias com cálculos de distâncias entre pontos representados por letras :P

terça-feira, janeiro 1

A entrada do ano esquecida…

Pois foi… eu sugeri e espero que ninguém por aí tenha seguido a minha sugestão… é que na festa que o Left organizou para a entrada do ano, o próprio do momento da entrada do ano foi completamente ignorado!! Não queriam sair de 2007? Eu até compreendo… para mim, pessoalmente até foi um ano bom… mas desprezar assim a chegada do 2008, não se faz!! E o jantarzinho aqui em casa estava a ser tão bom, e o ambiente tão bem disposto e a música tão fixe… mas os dj’s tinham que sair e nós lá fomos atrás deles… numa corrida para passar a meia noite no Left e para quê? Para alguém olhar de repente para o relógio e reparar que já estávamos em 2008? Passas engolidas à pressa e brindes com os copos que tinhamos na mão… (de espumante, nem vê-lo) votos de bom ano sem sabor a festa, sem alteração de música, sem alteração de ambiente… nada. Uma festa sem festa, com pessoal mal diposto a atender-nos com três pedras na mão, como se tivessemos culpa de estarem a trabalhar na passagem de ano. Ainda por cima a maior parte do grupo teve de pagar para entrar! Vontade de ficar ali a comemorar… zero! Vontade de voltar ao Left… abaixo de zero!
Valeu a pena pelos bons amigos e amigas com que passei. Agora… resta-nos comemorar a entrada no ano novo chinês… EM CASA!!!!! ;)



Um bom 2008!!!!!