passarola quer voar: Dezembro 2009

quinta-feira, dezembro 31

Noite de vingança…


Primeiro, picámos-te bem picadinho. Sentiste as lâminas da máquina a triturar-te aos bocadinhos, sentiste? Fico feliz em saber que sim. Agora estás a assar no forno a 220 graus, muahahahahah! Sua, porco, sofre…


Mais logo vamos levar-te para a mesa e saborear-te em dentadas raivosas e sem piedade. Percebeste bem? Vamos comer-te ainda vivo e com muitos brindes ao 2010. As tuas últimas horas de vida, vais passá-las a assistir aos nossos brindes e festejos para receber o ano que te vem substituir. Vais ver a nossa alegria, vais sentir-te ignorado, rejeitado e, antes de ires, tu… já eras!!
Venha o 2010!!! Um bom ano para todos!!! :D

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terça-feira, dezembro 29

A criatura do poço 2

Porra. Como é que eu saio daqui? Não tenho mãos para ligar o carro nem pés para chegar aos pedais. O meu corpo está completamente deformado e ainda não percebi o que é que me aconteceu… O que é que eu vim cá fazer? Aquilo não era ela… aquela criatura da casa de banho… Aquele cheiro nauseabundo, aquele horror ensanguentado. O meu primeiro instinto foi fugir e estava certo… Ela tinha-se transformado num monstro e era por isso que tinha deixado de ir trabalhar e de responder às chamadas telefónicas. Estava esclarecido, podia ir-me embora. Não estava aqui a fazer nada… mas eram os olhos dela… Fiquei congelado a olhar para os olhos dela o tempo suficiente para reparar nos movimentos do gato. Desesperado à volta dela, a roer-lhe qualquer coisa indescritível daquela coisa disforme em que ela se tinha transformado. O animal devia estar com fome. Se não podia fazer nada por ela, pelo menos podia salvar o gato. Aproximei-me com medo, agarrei no gato e foi quando vinha a sair que ouvi a voz dela. Senti um arrepio de medo. Ela estava a falar comigo… qualquer coisa sobre o poço que não quis ouvir. Ainda tentei virar-me para voltar a olhar para ela mas não fui capaz. Fugi dali horrorizado com o gato nos braços e já cá fora, reparei pela primeira vez naquele poço de pedra que nem sabia que existia. Tantas vezes aqui vim, como é que nunca tinha visto o poço? E eu estava já cá fora, são e salvo a procurar o telemóvel no bolso. Ia ligar para as emergências, pôr o gato no carro e sair daqui para fora. A esta hora estaria seguro em casa a tentar dormir. E quando finalmente adormecesse iria ter pesadelos com a imagem dela, é certo… ou daquilo em que ela se transformou, caída no chão da casa de banho a olhar para mim e a pedir-me ajuda, naquela voz que tantas vezes já me tinha sussurrado aos ouvidos. Mas ela tinha-me deixado, tinha escolhido viver ali, sozinha com o gato. Porque é que eu me fui preocupar só porque não respondeu a alguns telefonemas? Como se tivesse sido a primeira vez. Mas não. Estúpido fui lá e, quando já estava cá fora, são e salvo olhei para o poço. Para o poço que já deveria ter visto noutras visitas a esta casa… Como é que nunca o tinha visto? O gato foi mais esperto, deu um salto do meu braço e fugiu logo, com medo. E eu fiquei ainda mais curioso. Estupidamente curioso o suficiente para me aproximar do poço e olhar lá para baixo. Porquê? Porquê? Porque é que não entrei logo para o carro, carreguei no acelerador e então de longe, muito longe daqui, ligava a chamar ajuda. Agora é tarde demais. Agora também eu me transformei num monstro. Resta-me esperar que me venham salvar. Eu avisei que vinha vê-la. Alguém há-de vir e eu hei de alertar para que não se aproxime do poço… Só preciso de descrever a criatura horrível que está lá em baixo para que mais ninguém se volte a aproximar dali…

a ser continuada

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quarta-feira, dezembro 23

Há uma tradição de Natal que eu gosto…

A parte dos cozinhados e, dentro dos cozinhados, a tradição de cortar os bifes, as salsichas, as carnes frias, os enchidos, os miúdos, os ovos cozidos, as azeitonas, tudo em bocados muito pequeninos para o recheio do peru que vai ganhando sabor, bem temperado, num alguidar de aguardente… Tudo no meio de muitas recordações de histórias de família e brincadeiras com a mãe e com a tia. Este ano pela primeira vez sem as refilices do costume da avó, mas hoje foi Natal em casa dos meus pais. Desta parte eu gosto! Um Natal recheado de bons momentos para todos! :)

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segunda-feira, dezembro 21

the BIG adventure of the little caracol

E cá está ela, como tinha prometido, a experiência caracolada que saiu do curso de iniciação ao cinema de animação que fizemos no ATLA, no verão passado.
Como disse na altura, tivemos mais olhos que barriga, não conseguimos fazer nem de perto nem de longe o que tínhamos definido no storyboard inicial, a luz não ajudou, a nossa inexperiência muito menos mas acho que era uma pena deixar os quase dois meses de trabalho em imagens inacabadas…
E foi assim que aos bocadinhos fui olhando e olhando e olhando para essas imagens até chegar a este texto que gravei e gravei e gravei vezes sem conta até perceber que a minha voz era mesmo assim e que não havia volta a dar :P e botei-lhe os sons por cima e o resultado foi este…



Considero-me iniciada, venha o upgrade ao curso que fiquei com vontade de brincar mais :))))

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sexta-feira, dezembro 18

A criatura do poço

Se o meu gato não me tivesse vindo acordar a meio da noite, nunca teria dado por nada. Talvez a noite tivesse passado e eu agora estava a acordar com o despertador, como todos os dias acordo. A levantar-me do quentinho da cama, a reclamar com o frio do inverno e a avançar para esta mesma casa de banho de onde não sei se algum dia terei coragem para voltar a sair. Estaria agora a olhar para o reflexo dos meus olhos ensonados e a ver a imagem de mim que sempre conheci. Eu não sou esta criatura que o espelho reflecte. Eu não quero ser esta criatura que o espelho reflecte… Se pudesse fazer retroceder o tempo doze horas… bastavam-me doze horas, e poderia mandar calar o gato, virar-me para o outro lado e continuar a dormir. Mas não. Acordei, ouvi o barulho e levantei-me. Assustada, mas curiosa, enfiei as botas e um casaco quente por cima da camisa de dormir e fui espreitar à janela.

No meu quintal tinha nascido um poço de pedra!

Assim como nasce um pé de feijão gigante numa história de crianças, no meu quintal tinha nascido um poço de pedra! E o pior, é que não tinha nem galinha de ovos de ouro nem gigante no fundo. O que lá estava era algo indescritível e inimaginável que eu desejava poder nunca ter conhecido. Mil gigantes à criatura que teve o prazer de me desfigurar em apenas alguns minutos. Onze horas e quarenta e cinco minutos. Se voltasse onze horas e quarenta e cinco minutos atrás, ainda iria a tempo de me salvar. Fiquei cerca de quinze minutos a olhar para o poço pela janela a tentar explicar o que estava a ver, a pensar que lá fora estava frio de mais para sair de casa e que de manhã teria mais do que tempo para sair e confirmar que me tinha brotado um poço de pedra no quintal. Mas não resisti à curiosidade. Enfiei umas meias e umas calças quentes por baixo da camisa de dormir, uma camisola de lã por cima, voltei a vestir o casaco e apertei-o bem para me proteger do frio. Saí para o quintal e avancei assustada para o poço. Se voltasse onze horas e trinta minutos atrás, ainda podia afastar-me e voltar para dentro de casa como se nada de estranho tivesse acontecido. Tinha nascido um poço de pedra no meu quintal, ponto final, vamos voltar a dormir. Mas espreitei para o fundo do poço e a partir desse momento de nada me valia voltar onze horas e vinte e nove minutos atrás. Já era tarde demais…


a ser continuada

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e hoje há...

AbztraQt Sir Q no Lounge



AbztraQt Sir Q_ A Game Ezt

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quarta-feira, dezembro 16

Vem aí experiência caracolada...

com uns bocados livres, fui finalmente pegar nas imagens recolhidas no curso do ATLA, de que falei por aqui, para contar em vídeo a história do nosso amigo caracol...


está quase pronto... :))

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quinta-feira, dezembro 10

Hoje há Nobody's Bizness no Maxime!!

terça-feira, dezembro 8

Ó gentes que têm filhos, sobrinhos, primos, amigos, namorados, namoradas entre os 7/12 anos e não sabem o que oferecer no Natal...

Diz que há por aí quatro livritos à venda que a miudagem adora:

Para os que gostam de um bom mistério, passado numa casa assombrada, cheio de emoção e aventura… A Casa do Vento é o ideal…

O Xico e o Rodrigo vão passar uns dias a uma casa misteriosa, onde as portas se fecham sozinhas e os brinquedos do Rodrigo desaparecem, entre muitas outras coisas estranhas. Conhecem uma bruxa de meter medo, um dono de um café que tem o hálito a cheirar a alho e a Mariana, que fica grande amiga dos dois (mas mais do Xico <3 eheheheheh!). Têm de regressar a Lisboa, para alívio do Rodrigo que está sempre assustado e frustração do Xico, mas, entre mails com a amiga, com a ajuda da pesquisa do Eduardo e acompanhando a história de outros hóspedes da casa (como o grande rival do Xico, o Filipe), vão conseguindo juntar algumas peças do puzzle… Para resolver o mistério final, vão precisar de voltar lá no verão e enfrentar os fantasmas da casa… úúúúúúúúúúuúúúúúúuúúúúúú….. :)))

Com ilustrações do Afonso Cruz, já está esgotado em todas as Fnacs e na Wook mas acho que se forem rápidos ainda podem encomendar no site da Verbo, que diz que se não tivesse sido vendida já podia ter um livrito novo meu prontinho para sair agora… :(
E que há de sair para o ano, não sei bem com que editora, mas espero descobrir em breve ;)


Numa onda mais didáctica, mas com histórias divertidas, estão os três livros da colecção Os Corredores Loucos do Museu, que escrevi a convite do Museu das Comunicações e que podem encontrar na loja física do museu ou encomendar aqui na virtual. Estes são para mais pequeninos, entre os 6/8 anos e as ilustrações são da Liliana Sobreiro.

O meu favorito é o dos Correios, que tendo como cenário a história dos Correios em Portugal, acompanha as aventuras do pequeno Lutero, para entregar um saco de mensagens no Pombal Secreto dos Mensageiros. E o Lutero é um miúdo delicioso, cheio de medos e coragens que é muito pequenino mas quer provar que já é grande e vai ter dois grandes companheiros de viagem, a Catapomba, a pomba tola, e o Adalgarto, o lagarto inteligente. A viagem, parte dos tempos das estradas de pedra romanas, com mensageiros a cavalo, passa pelos tempos da Mala Posta, dos barcos e comboios a vapor, até acabar nos nossos dias, em que as moradas já têm códigos postais! :)
É uma história bonita para todas as idades que tenho a certeza que vão gostar!

O das Telecomunicações é o mais maluco. A Petra e o irmão mais novo, o Guga, vão parar ao Museu, onde conhecem um Sabichão louco que lhes vai contar a história das telecomunicações, desde os tempos dos telégrafos visuais até aos nossos dias digitais, num corredor do museu onde tudo pode acontecer… Vão passear no interior de um telefone, andar pelas paredes e tectos do museu, fazer música com código morse, passear em ondas de rádio e viajar de satélite até ao espaço. Gosto muito destas três personagens malucas, acho que também vão gostar de as conhecer…. :)

O da Casa do Futuro, não é segredo para ninguém que é o livro que escrevi que gosto menos :P mas os meus pais gostam muito e muitos miúdos que já leram também, por isso é melhor ficar calada. :)
O Axel e a Naoko são dois meninos do futuro que vêm visitar a exposição da Casa do Futuro (para eles passado) e que vão dar, com o Sr. Celso, o segurança nocturno do Museu em maluco com as suas tecnologias estranhas. O homem vai perder dois dos três únicos cabelos que tem, mas vai sobreviver a esta aventura futurista… :)

Cada uma das imagens do livro está linkada ao respectivo site onde o podem encomendar, não fazeis cerimónia e ide lá encomendar livros à fartazana para todas as crianças que conheceis… :))))

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quarta-feira, dezembro 2

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