passarola quer voar: Abril 2008

domingo, abril 27

duffduffduffduff

Hoje descobri a Sabrina que me apresentou os

DUFF
DUFF
DUFF
DUFF

Ao ler esta descrição desta música:

"-MY DOG IS BROWN
YOUR DOG IS BROWN
CAUSE MY DOG IS
YOUR DOG,
BROWN.

- MY DOG IS
LIKE YOUR DOG
IN TERMS OF BROWNESS
AND ONLY
BROWNESS."

fiquei curiosa e fui logo ouvir...

http://www.myspace.com/DUFFDUFFDUFFDUFF
ONDE TODAS AS MÚSICAS ESTÃO DISPONÍVEIS PARA DOWNLOAD!

E é assim que já os levo comigo para a praia. :)

* post descaradamente roubado aqui, ao blog CZARADOX.

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sábado, abril 26

Anjos da guarda

Um reencontro. Um reencontro com a praia, comigo, e ao final do dia, com a família. Foi tão bom, sinto-me tão tranquila, tão feliz. E depois de ter tentado explicar cinquentamil vezes à minha avó que a minha cama de casal não é grande demais para mim, que como mulher adulta e emancipada tenho o direito a pelo menos rebolar-me duas vezes no espaço da minha cama… Quando saíram, o abraço que troquei com a minha mãe foi de felicidade, amor e mais… foi finalmente de aceitação mútua. O meu avô, no céu está a sorrir tanto como eu neste momento. E para ele, porque nunca me abandonou…

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sexta-feira, abril 25

18. A Assembleia dos 8 Sábios, parte I

Este capítulo é tão grande que resolvi dividi-lo ao meio. Mas tenho a dizer que tive imenso prazer em relê-lo passados quase 3 anos de o ter escrito. Deve ser dos melhores exercícios de criatividade que já fiz, gosto mesmo muito!! Leiam!!! :)

A Carlota entrou a medo e os seus olhos começaram a refilar pelo excesso de luz que os agrediu à entrada mas, gradualmente foram-na preparando para ver milhões de milhares de lagartos distribuídos pelo chão, paredes e tecto de um amplo salão que deveria ser maior que todas as divisões da sua casa juntas, sem paredes.

Por trás dos recortes feitos pelos corpos dos bichos a tinta amarela alaranjada da parede reflectia a luz dos 10 lustres feitos de muitas pequenas bolas cor de fogo que caíam do tecto e pareciam netas da que a Carlota vira na rotunda por onde passara. Numa zona relativamente baixa, que ficava à altura dos joelhos dela, existia uma linha onde se podia ver uma sequência de imagens desenhadas na pedra, de focinhos de répteis que iam desde os terríveis crocodilos, a centenas de lagartos, lagartixas, camaleões, salamandras, até às simpáticas tartarugas.

Ao perceber que a Carlota discretamente se tentava baixar para conseguir vê-las melhor, o Jeremias explicou:
- Ali temos representadas todas as espécies de répteis que existem neste planeta.

Os olhos da Carlota tentaram seguir as imagens por toda a enorme parede até onde as linhas do desenho se transformavam em pontos imperceptíveis.

O Jeremias fez-lhe um sinal e começaram a avançar por um amplo corredor feito de um tapete cor lilás, que ficava bem ao centro da sala, entre uma enorme e barulhenta audiência de lagartos. Sem conseguir distinguir o que ouvia, Carlota gostou da sensação de voltar a ouvir barulho. Calmamente, enquanto avançava, observava a imensidão de diferenças que existiam entre todos aqueles animais da mesma família. Estava tão distraída e divertida com aqueles seres que comunicavam sem abrir a boca, que nem reparou que se estava a aproximar de uma espécie de palco de madeira onde 8 lagartos de um tom verde seco e pele rugosa aguardavam a sua comparência.

- Seja muito bem vinda, menina!! – Saudou-a uma voz envelhecida que fez calar todo o ruído da assistência.

Carlota olhou para todos eles na tentativa de perceber quem a cumprimentava, mas foi inútil.

- Muito obrigada – disse, rodando a cabeça de forma a agradecer a todos.
- Estes são os Velhos Lagartos Sábios – esclareceu a voz familiar do Jeremias - Eles vão explicar porque te trouxemos aqui.

Enquanto ouvia, Carlota analisava as 8 caricatas criaturas que estavam sentadas como gente, em 8 poltronas feitas de sapatos de senhora cujos saltos lhes atribuíam níveis diferentes.

Os sapatos estavam alinhados na horizontal, de frente para a plateia.
Ao centro da linha, sentado num elegante salto muito alto dourado, estava o que parecia ser o mais velho e talvez o mais sábio de todos os outros. Ostentava uma aliança no pescoço e da parte baixa do focinho saíam-lhe 5 pêlos louros - o que para um lagarto deveria constituir uma farta barba branca, concluiu a Carlota.
Continuando para os dois lados, direito e esquerdo, estavam sentados dois lagartos em dois sapatos de saltos pretos ligeiramente mais baixos. Um deles, o da direita, enfeitava-se com um alfinete d’ama, prateado espetado na ponta da cauda e o outro, o da esquerda, com uma argola coberta de pedras de muitas cores diferentes enfiada no peito.
Dos lados dos saltos pretos estavam dois sapatos vermelhos não muito altos. Os dois lagartos que os ocupavam mantinham um ar verdadeiramente importante por detrás das fitas coloridas que lhes apertavam as cabeças.
Mais afastados do centro da linha, dos dois lados respectivos, dois sapatos rasos, tipo sabrinas de cor azul escuro acomodavam mais dois lagartos: o da direita, vestido com pedaços de pano coloridos e, o da esquerda, com um anel de plástico cor de laranja ao pescoço.

Na ponta do lado direito, um bocadinho recuado e, sem par do lado esquerdo, destoava dos outros sapatos um ténis bota vermelho gasto, com um pequeno bolso lateral de onde saía um malmequer branco. O lagarto que o habitava trazia o focinho parcialmente escondido num enorme dedal metálico.

Da cabeça destas pequenas criaturas, tão mais pequenas que a Carlota, saíam as suas sábias explicações:

- Muitos humanos acreditam que a Era dos Répteis terminou com a extinção dos nossos antepassados dinossauros – dizia a tal voz que a cumprimentara no início.
- … E para nós é bom que assim continuem a pensar – alertava outra voz, ligeiramente mais tremida, enquanto com um movimento das cabeças, os outros lagartos confirmavam.
- O que terminou foi o tempo em que esses répteis gigantes dominaram a superfície do planeta – voltou a primeira voz.

A Carlota sentiu que já era capaz de perceber a origem de cada fala. Quem falava mais era aquele que pelo seu lugar central em cima do seu sapato de cerimónia mais alto deveria ser uma espécie de Sábio dos Sábios. A voz mais tremida vinha do lagarto da argola das pedras coloridas.

- Nós os descendentes desses gigantes, mantemos o domínio réptil, não na superfície que vai sendo cada vez mais povoada pelos vossos, mas no interior do planeta que fomos conquistando à terra e aos minerais. – uma nova voz falou para a confundir.

Por detrás do altar de sapatos, a Carlota viu imagens de diferentes dinossauros representadas na tal galeria de répteis que vinha desde a entrada da sala e que parecia agora ilustrar o discurso dos Sábios.

- Aqui temos toda a espécie de estruturas necessárias à nossa existência. - A Carlota sorriu ao ver o lagarto do alfinete d’ama a mexer-se – Aha!! Agora foste tu. – pensou divertida.

- Temos fontes de calor, armazéns para alimentos, reservas de água e formas inteligentes de comunicação entre as várias comunidades de lagartos que existem espalhadas por enormes extensões do nosso território.

- Quem falou agora? – pensava a Carlota enquanto olhava muito séria à procura de movimento num dos 8 sábios. De repente, aquela Assembleia tinha-se transformado num jogo divertido em que tentava adivinhar a voz certa para cada corpo.

- Mais tarde terá oportunidade de ver alguns exemplos do nosso inteligente desenvolvimento – Carlota podia apostar que tinha falado o mais emproado deles todos, que era um dos das fitas coloridas.

- Mas, o que nos traz a todos aqui, é que o nosso segredo está neste momento a ser ameaçado – voltou a falar o Sábio dos Sábios.
- Rrrhonnnn!!
A Carlota teve a sensação de ouvir um som estranho e tentou perceber de onde vinha enquanto seguia a explicação:

- Primeiro foi a descoberta da nossa reserva de combustível …
- Rrrhonnnn!!
Outra vez o mesmo som!! – pensou a Carlota e girou os olhos pelos ilustres lagartos enquanto o Sábio dos Sábios continuava a falar:
- … e agora a nossa entrada principal exposta num quadro.
Os olhos da Carlota voltaram rapidamente ao Sábio dos Sábios – Quadro?!?!?! O quadro da minha mãe!! São vocês que o têm?
- Afirmativo!! Esse quadro não pode ser visto por nenhum humano! – confirmou o emproado.
- Vocês não podem fazer isso à minha mãe – afligiu-se a Carlota
- Rrrrhhhhoooonnn!!! – Voltou o tal ruído sem que a Carlota lhe prestasse atenção.
- Não encontramos outra solução – voltou a voz tremida do lagarto da argola.
- RRRrrrrrrrhhhhhhoooonnnn!!! – Desta vez foi tão forte, que a Carlota deu um salto para trás com o susto e todos os sábios se calaram.
...

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quinta-feira, abril 24

IndieLisboa começa hoje!!!!!!



Onze dias do melhor cinema independente num total de 236 sessões de cinema. Já escolheram o que é que querem ver? Para quem ainda não comprou bilhetes, atenção que no fim de semana passado já havia sessões esgotadas.

A não perder, também, o Indie by Night!!!

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quarta-feira, abril 23

boa onda do caraças



que concerto fixe! Mesmo sem as maluqueiras que normalmente dão que falar nos concertos deles...

"The Black Lips have a reputation for crazy live shows that have included vomiting, urinating, nudity, band members kissing, fireworks, and a chicken"

...foi uma magnífica explosão da adrenalina e rock n'roll. E com direito a encontro imediato com o guitarrista que queria saber onde é que havia um after hours a uma terça feira!!! pois........... Confessou que o lux era um sítio muito cocó e que preferiam tocar em locais mais pequenos, dei-lhes algumas recomendações e fico à espera do regresso. oh yeah! ;) e agora cama, que amanhã há museu e novela :P

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segunda-feira, abril 21

o espírito é...

what the fuck... não vou ver o nick hoje, desforro-me amanhã no lux ;)



black lips!!! :)

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domingo, abril 20

Cenas das histórias…

Consegui finalmente escolher uns bocadinhos do que filmei quando fui ver as Histórias de Muitas Coisas, a peça de teatro que escrevi para a associação Gato que Ladra, lembram-se?
:)



humor de cabelos e retretes ;)

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sexta-feira, abril 18

E hoje a sugestão da noite é...


Haxixins, no Lounge, a partir das 23h/24h... ;)

mas também podia ser...

The Vicious Five, na ZDB, às 23h

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17. Na terra dos lagartos

e pronto, a Carlota voltou ao ponto de partida, o buraco onde começou a história. Gostei de reler este capítulo. fiquei com a sensação que tudo o que está para trás se resumia a um ou dois capítulos e é aqui que a história começa realmente a ter piada. A ver, que não me lembro de tudo o que vem a seguir... :)

- Ai! – uma sensação pouco confortável despertou a Carlota que abriu os olhos a medo – Onde é que estou? – Tentou distinguir alguma forma na escuridão.

- Oh!! É mesmo verdade!! Voltei a acordar e continuo enfiada num buraco, sem saber como vou sair daqui... – sente o corpo dorido da queda e, assustada, esconde a cabeça nos braços. Volta a sentir o choro a trepar-lhe pela garganta mas desta vez não o afasta. – Como é que ainda ninguém me encontrou…estarei assim tão perdida…

Pareceu-lhe ouvir qualquer coisa e fez um esforço para se concentrar.
- Não te preocupes Carlota – distinguiu claramente embora não ouvisse nenhum som. Inexplicavelmente deixou de se sentir assustada e parou de chorar. Aquela voz que não se ouvia transmitia-lhe um estranho sentimento de calma e confiança.

- Eu vou explicar-te tudo o que se passa, mas vais ter de prometer-me que guardas segredo de tudo o que vires e ouvires.

Era uma sensação curiosa, como se estivesse entre velhos amigos, sem razões para se assustar – Prometo! – respondeu ainda imóvel, do buraco onde tinha adormecido.

Os seus olhos começaram a ver melhor e reparou no pequeno monte de pedras e paus que tinha reunido a um canto do buraco. Viu os seus pais e amigos desenhados na parede e percebeu por que se sentia em casa. Levantou-se e sorriu para o boneco das calças às riscas.

- És tu que estás a falar comigo?
- Não, sou eu. – No chão, uma pequena criatura sorria para ela sem abrir a boca.
- Jeremias!!!! - Baixou-se para confirmar que era o seu amigo - Tu falas??
- Estou a usar uma espécie de telepatia para comunicar contigo.
- Como é que fazes isso? Porque é que nunca falaste comigo antes? – A Carlota não conseguia acreditar que estava mesmo a falar com o Jeremias – Tens de ensinar isso ao Ricardo – ainda disse satisfeita enquanto afagava o focinho do seu lagarto.
Sem explicar mais, o Jeremias convidou - vem comigo.

O lagarto começou a rastejar lentamente em direcção ao fundo daquela pequena gruta. A Carlota seguia-o curiosa. Pararam os dois em frente a uma parede de argila que não apresentava saída. A Carlota olhou para o Jeremias, espantada, e viu a sua pequenina cabeça a desaparecer num pequeno buraco. Ia abrir a boca para o relembrar que não era do tamanho dele quando, com um ruído mecânico, a parede se começou a abrir revelando uma passagem iluminada por tochas de madeira em fogo.

- Uma passagem secreta!!! – A Carlota pensava que, apesar de todos os sustos, este estava a ser o melhor mistério da sua vida – Onde é que vamos?
- Vou-te mostrar onde moro. Abre bem os olhos porque não vais cá voltar outra vez.
O lagarto comunicava de uma forma tão segura que a Carlota sentiu que se invertiam os papéis. Ele já não era mais o seu bichinho de estimação, mas antes, o adulto responsável por ela. Seguiu-o silenciosamente pelos corredores de rocha iluminados.

- Estas grutas existem há milhões de anos e atravessam todo o planeta – explicava o Jeremias enquanto guiava a Carlota pelos seus domínios – Já os ascendentes dos meus ascendentes as utilizavam em períodos frios para hibernar ou simplesmente para se protegerem dos seus inimigos.

Sem que a Carlota desse por isso, avançava cada vez mais no interior da terra.
- Hoje este espaço está preparado para a nossa sobrevivência, independentemente das condições atmosféricas do planeta. Já existíamos antes do aparecimento da vossa espécie e ainda vamos continuar por cá por muitos milhões de anos.

O corredor terminava numa grande rotunda que dava acesso a mais 5 corredores ao seu redor. No centro uma grande bola cor de fogo libertava luz e calor. O Jeremias avançou por um dos caminhos que apresentava as mesmas características do primeiro. Iluminados pelas tochas, continuaram o seu percurso. Tinham avançado pouco quando a Carlota começou a sentir movimento em seu redor. Percebeu que já não estavam sozinhos, vários lagartos ultrapassavam-nos a grande velocidade.

- É a este caminho que vem ter a entrada da pedra que tu viste esta manhã, é por aí que temos acesso à sala da Assembleia, para onde vamos agora.

Apesar da excelente temperatura que se fazia sentir por todo o percurso, a Carlota sentiu um arrepio na espinha ao lembrar-se do seu episódio com os lagartos no local da pedra. – Não me lembro de ver nenhuma abertura…
- Tu não só viste, como ias destruindo o nosso sistema de sensores dessa entrada.

Carlota lembrou-se da forma como o fundo da pedra tinha tremido com a força dos seus dedos e corou envergonhada.

- Só répteis podem accionar essa porta da mesma forma como tu me viste accionar a porta por onde entrámos.
- Então existem mais portas para este espaço.
- Sim, mas as outras têm um acesso limitado.
- Como é que vocês controlam isso?
- Os sensores de que te falei, lêem as nossas escamas e autorizam ou não a passagem.
- Assim como se fossem impressões digitais?
- É um sistema muito mais avançado mas é essa a ideia.

Carlota começou a reparar na luz das tochas a tremer e percebeu que os lagartos não circulavam só pelo chão mas também pelo tecto e paredes.
- Tens a certeza de que isto é seguro?
- Não te preocupes que ninguém te faz mal. Estão todos avisados da tua presença.
- Mas dessa vez tentaram atacar-me..
- Estavam simplesmente a proteger o nosso segredo. Estavas perto demais de descobri-lo e tentaram afastar-te.
- Se não queriam que eu soubesse porque é que me estás a contar tudo isto agora?
- Porque eu sei que posso confiar em ti. Eu e outros lagartos teus amigos garantimos à Assembleia que tu poderias ajudar-nos a manter esse segredo.

A Carlota ainda estava perplexa com tudo o que se passava. Agora, e mais que nunca achava que estava a sonhar mas a verdade é que não queria acordar daquele sonho sem ouvir o fim da história. Sentia-se segura na companhia do Jeremias, num misto de confusão e tranquilidade por ouvir a sua voz.

De repente a Carlota apercebeu-se de que a voz do Jeremias era o único som que ouvia, ou sentia, porque todo o espaço, desde o buraco de onde partira, estava rodeado de um silêncio profundo, estranho. Os lagartos deslocavam-se sem emitir um único som. A Carlota tentou apurar todos os sentidos numa tentativa de identificar o espaço onde se encontrava. O ambiente ali era seco e o único cheiro que conseguia distinguir era o da madeira a queimar nas tochas. Ao fundo uma grande luz anunciava o fim do enorme caminho percorrido.
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Música para enganar as manhãs...

Hoje tive a sensação que o Pedro Ramos me estava a acordar com festinhas... :)

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quinta-feira, abril 17

Música para enganar a tempestade

Ponham qualquer coisa deste género a tocar bem alto na vossa aparelhagem e imaginem que lá fora está uma bela noite de verão ;)

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quarta-feira, abril 16

A viagem ao Buraco Negro já tem trailer online!

AH AH AH AH AH AH AH AH AH AH!

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segunda-feira, abril 14

Lá, lá, lá, lá lála...

domingo, abril 13

Proibido faltar...

Amanhã os Dead Combo vão apresentar o novo álbum, na Fnac do Chiado, às 18h30, entrada livre. É de aproveitar...

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Viagens…

Fiz várias este fim de semana. As com destino ao Buraco Negro foram três. À chegada ao Centro Multimeios de Espinho encontrei uma equipa que já se tinha esquecido do que era dormir e comer para que as viagens do planetário corressem todas bem. Estavam prestes a fazer um último ensaio a que tive o prazer de assistir com lugar de honra. E foi tudo emocionante:
Foi emocionante ver a personagem que criei maravilhosamente interpretada pelo Nuno Markl, que soube dar uma força e vida a um texto, por vezes demasiado informativo e didáctico… (essa foi uma guerra onde não me deixaram lutar, o objectivo era didáctico e não ficcional, pelo que, com grande pena minha que me apetecia brincar muito mais, tive de aceitar os limites da proposta);
Foi emocionante ver o resultado visual de toda aquela equipa que conseguiu, com os meios que tinham ao dispor usar todo o espaço da cúpula do planetário para criar uma sessão viva, onde vários elementos interagem entre eles;
Foi emocionante ver o excelente trabalho musical do Alexandre Soares, bem acompanhado do excelente trabalho de sonoplastia do pessoal residente;
Enfim, um excelente trabalho de equipa onde só o meu nome foi esquecido nos agradecimentos iniciais (vida ingrata a do argumentista :P)
Aqui fica a ficha técnica para se fazer justiça a todo o pessoal: (clicar p aumentar, por favor :))


Esquecimentos à parte, o pessoal do Multimeios adiou por mais umas horas a necessidade de dormir, juntou-se um grande grupo de amigos (que eu tive muito prazer de conhecer nessa noite) e fomos todos comemorar a viagem com uma jantarada…

…E foi assim que eu acabei a torcer pela minha equipa do Vitória do Setúbal, rodeada de gente do Norte, num restaurante perto da Av. da Boavista no Porto, com uma francesinha e um fino à frente!!!! :S

Desconfio que o Setúbal só não ganhou para que eu não fosse chacinada por dar um berro de alegria em pleno território inimigo. Mas bateu-se bem e foi um jogo que deu prazer ver. Merecia o empate!

Mais uma viagem para beber uns finos na noite do porto, ainda vi os the Kills por trás dos vidros da Casa da Música mas não era noite para os ouvir até porque era previsível, tendo em conta as condições físicas dos anfitriões, que a noite não se esticasse muito.
Ter adormecido relativamente cedo, deu para acordar relativamente cedo e dar belos passeios na praia. Depois acabaram por se esticar ainda mais, por causa de um erro geográfico que me levou a perder o comboio onde era suposto vir… Mas no dia 13, viajar às 13h no lugar 113… estava visto que não ia dar certo e foram mais 2horitas de espera na praia que me valeram um rosadinho no rosto :)

No princípio e no fim de tudo, as viagens de comboio.
Mais que as de carro ou as de avião, as viagens de comboio são óptimas para grandes reflexões sobre o estado da vida. (bonito, isto que eu acabei de dizer) E bem acompanhada por excelentes paisagens visuais e sonoras (do pequeno leitor de mp3 que cheguei a criticar mas que se portou lindamente aguentado a bateria do princípio ao fim das viagens) aproveitei para tentar tirar algum sentido das tantas e tantas mudanças que se vão sucedendo na minha vida, umas por opção, outras por imposição. Sabe bem ouvir a cabeça afastada das paisagens e rotinas diárias.

Quase à chegada a Santa Apolónia, e mais uma vez com a sensação de futuro em aberto, onde as duas coisas fundamentais estão asseguradas… a casa e o pão… só tenho uma certeza, uma enorme vontade de começar novos projectos… agora, pura e simplesmente pelo prazer que me possam dar.

E foi a chamar-me para um novo mundo, que o leitor mp3 se despediu de mim, mesmo à chegada a Sta Apolónia …

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sexta-feira, abril 11

Destino: Buraco Negro

Local de partida: Centro Multimeios de Espinho.



BOM FIM DE SEMANA!! :)

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16. A pedra que esconde lagartos

Neste fiz a Carlota sofrer um bocado... tsc tsc tsc... :)

Assim que saí o portão confirmei que não era só junto de minha casa que os lagartos cirandavam. Parecia que toda a zona tinha sido tomada por eles e, quanto mais andava, mais bichos encontrava.

De repente e sem perceber porquê comecei a ficar com medo. O cenário não era nada natural, nem para alguém como eu que sempre tinha gostado daqueles animaizinhos verdes. Parecia que cercavam toda a zona da casa, formando um grande tapete verde que se intensificava para fora do portão que limitava o nosso jardim.

Sem perceber o que se passava não consegui dar mais um passo. – Será que nos estão a cercar?. Receosa pela segurança dos meus pais que estavam lá dentro, pensei dar uma volta para confirmar que aquilo era tudo imaginação minha, que não existia cerco nenhum e que o mais natural é que estes lagartos viessem a fugir de algum incêndio nas proximidades.

Tentei fixar-me nesta ideia para ganhar coragem mas o meu corpo não se mexeu. Estava tão assustada que comecei a imaginar que todos os lagartos vinham na minha direcção. Estavam a preparar-se para me atacar e comecei a sentir qualquer coisa fria nos meus tornozelos. Congelei, parei, fechei os olhos com força. Senti que eram patinhas de lagartos e deixei o meu cérebro ver que não era só um, nem dois, mas centenas e centenas de lagartos a trepar por mim acima.

- AAAAAHHH!!!!! – Gritei com toda a força que tinha e tentei parar o cérebro e abrir os olhos. Comecei aos saltos que nem uma maluca, a tentar libertar-me de todas as criaturas que me invadiam o corpo. Com as mãos, desajeitada, chicoteei braços, barriga e pernas sem efeitos. Respirei fundo e acalmei. – Foi só a tua imaginação – pensei e, mais calma olhei para mim. Inspeccionei-me bem e não encontrei nada. Voltei a sentir um movimento frio a atravessar-me o corpo. Estariam dentro de mim? – Não. Consegui localizar que o frio vinha das costas. Atacavam-me pelas costas!. Num movimento rápido libertei-me da minha mochila sapo e assustei-me com a cor verde do seu focinho. O meu pé já estava a ganhar balanço para a atacar quando percebi que era o desenho da própria mochila. Cuidadosamente levantei-a para a analisar e…

- AAAAHHHHH!!!! – Mexeu-se!! Houve ali qualquer coisa que se mexeu!!!! Eu vi com os olhos abertos!!! Com os olhos bem abertos saltei para trás e preparava-me para fugir quando, num sopro de coragem me voltei uma última vez, para conhecer o inimigo.

- Não pode ser! – Baixei-me para ver melhor e deixei o meu lagartinho trepar-me para a mão, de onde conseguia ver bem os meus olhos a olhar para ele. No seu sorriso consegui vê-lo a perguntar-me se estava tudo bem e a assegurar-me que não precisava de assustar-me. Talvez se risse de todo o meu disparate, dos meus gritos e dos meus saltos. Eu tentei justificar-me:
- Mas tens que me dar razão, isto está muito estranho por aqui.. O que é que se passa Jeremias?

Fez-me uma espécie de carinho na mão com a sua pequena cabeça e olhou para trás na direcção da minha casa. Pousei-o no chão, apanhei a mochila e fui atrás dele até à zona da árvore debaixo da qual a minha mãe costumava pintar. Começou a trepá-la devagarinho para que eu o pudesse seguir e parou num ramo suficientemente forte para que eu me sentasse. Olhou para baixo a indicar-me o que deveria ver.

Não sei quanto tempo fiquei ali, a observar aquela imagem. Os lagartos eram aos milhares e vinham de todas as zonas. De onde estava, conseguia ver bem o manto verde lagarto que se formava naquela área. Ao contrário do que eu tinha pensado, não avançavam na minha direcção e muito menos cercavam a casa. Encaminhavam-se todos para uma pequena pedra que ficava um bocadinho à frente da árvore e desapareciam, inesperadamente, sem se perceber para onde iam.

Quando olhei para o lado o Jeremias já não estava lá, tinha descido e misturava-se agora com os outros animais da sua espécie. Fiquei sem saber o que fazer. Deveria segui-lo ou ficar ali a tentar decifrar o que via?

Estava prestes a decidir descer quando ouvi um ruído que fez parar o movimento verde. Era um carro que se aproximava devagarinho. O carro preto da noite anterior tinha acabado de estacionar ali perto.

Nesse conjunto de segundos em que o condutor pára o carro, abre a porta e sai com as duas pernas para o exterior, eu senti o sangue a subir-me apressado pelo corpo e vi os lagartos dispersarem em muitas direcções até deixar de vê-los. Olhei novamente na direcção do condutor e voltei a sentir medo.

Do cimo da árvore, só conseguia ver o chapéu que lhe escondia a cabeça e deixava sair o corpo alto e magro que eu reconheci imediatamente. Mais uma vez não me deixava ver-lhe o rosto que baixava agora até quase tocar o chão. Esqueci-me de que estava assustada e ri-me da figura cómica que, de rabo espetado, analisava a pedra que tinha escondido os lagartos. Teria ele visto alguma coisa da janela do carro?

Enquanto o homem sem rosto estudava o terreno, a minha cabeça tentava construir o puzzle que ligava todas aquelas peças: os binóculos, o Mário e os lagartos. Tinha-me chamado a miúda dos lagartos, espiava-me ao longe e contava com a ajuda do Mário no que quer que estivesse a preparar. As peças começavam a ligar-se mas ainda não se conseguia perceber o desenho final.

Abraçada com força à árvore, vi o homem sem rosto a afastar-se e senti-me feliz por ele continuar empenhado em descobrir qualquer coisa no chão, não me procurando acima do seu chapéu. Não sei o que descobriu mas, seguiu sem ver os milhares de lagartos que, minutos antes, tinham avançado exactamente na direcção por onde passava agora. Os meus lábios atreveram-se a sorrir enquanto eu me sentia cada vez mais fora de perigo.

O carro preto continuava pacientemente à espera mas o homem sem rosto desaparecia pelos seus próprios pés na direcção oposta. Devagarinho e com os ouvidos atentos, comecei a descer. Avancei na mesma zona da pedra e baixei-me para a ver melhor.

Parecia uma pedra pequenina, cinzenta, com umas saliências. Tentei levantá-la com as mãos e não consegui. Estava bem fixa ao solo e com um peso mil vezes superior à sua frágil aparência. Com os meus dedos pequenos apalpei a sua superfície que parecia uma pequena forma como as que se usam para fazer biscoitos com formas de animais.

Mas esta era mais estreita e talvez um bocadinho mais funda. A medo tentei tocar o fundo da saliência com os meus dedos e senti qualquer coisa a mexer. Assustei-me e retirei os dedos muito rapidamente. Respirei e deitei-me na terra para tentar espreitar lá para dentro. Não se via nada. Mais uma vez tentei tocar o fundo. Senti-o ceder e comecei a fazer mais força. Num segundo pareceu-me que a terra estava a tremer por baixo de mim e assustei-me. Tentei levantar-me mas não consegui. Vários lagartos surgiam debaixo de mim.

- Ahhhh!!! Socorro – gritei aflita, em busca de qualquer coisa a que me pudesse agarrar enquanto me sentia a ser levada por eles. Senti que os sentidos me tentavam fugir e reagi aos berros – Larguem-me!! Socorro!! – Tentei gesticular mas não consegui e desatei num choro aflito, de quem não sabe mais o que fazer. – Ajuda!!! – gritei entre soluços e, à frente dos meus olhos molhados, não vi os lagartos desaparecerem mas já estava de novo sozinha, livre e afastada da zona da pedra com que provavelmente não deveria ter brincado. Levantei-me e comecei a correr, sem ver o caminho, com as lágrimas a caírem-me dos olhos.

- O que aconteceu? – perguntou uma voz grave. Olhei e vi o chapéu do homem sem rosto a vir na minha direcção.
- Nãããoooo!!! – voltei-me e, cada vez mais angustiada lancei-me a correr para o lado oposto do meu inimigo. Tropecei e cai sem olhar para trás. As lágrimas continuavam a escorrer-me dos olhos, a garganta prendia um soluço e o peito apertava-me o coração. Levantei-me. Queria voltar para casa mas não conseguia lembrar-me onde ficava. Voltei a correr na esperança de, por um acaso ou milagre, chegar sã e salva aos braços dos meus pais.
- Espera Carlota!! - Olhei para trás, o homem sem rosto chamava-me. Sabia o meu nome. Continuei a correr. Tropecei numa raiz e bati violentamente com o joelho numa árvore. Tentei recuperar o equilíbrio e balancei-me para um lado e para o outro. Caí para a frente numa cambalhota e fui aterrar num molho de ramos secos que cederam com a pressão do meu corpo deixando-me cair num buraco sem fundo.

- Aaaaaaahhhhhhhhh!!!!!- Gritei antes de fechar os olhos encharcados e sentir o corpo rebentar.
...

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terça-feira, abril 8

Porquê??????




Porque é que esta gaja tinha de fazer uma exposição de trabalhos numa galeria mesmo ao pé de minha casa, com trabalhos lindos, gigantes, de 2.000, 00 aérios, que ficavam tão bem na minha sala!!!! É tortura, ah, pois é... :)



No site não estão os melhores... mas aqui fica o link fabesko.com A Galeria é a de S. Bento, que fica numa esquina ao pé do ISEG... Vale a pena espreitar. :)

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segunda-feira, abril 7

1462 LIVROS VENDIDOS!

Vendi 1462 livros (só os da Casa do Vento, os do Museu, não sei) até Dezembro de 2007! Não sei se este número é significativo em termos de estatísticas de vendas de livros, mas para mim, pensar que vendi 1462 livros em seis meses, que 1462 crianças leram o meu livro e que ainda vou receber uma bela quantia em direitos de autor, já me pôs o coração a pulular outra vez. Parece GRANDE o número 1462! Parece-me fantástico ter vendido 1462 livros.
De repente, todo o trabalho solitário e sem feed-back que desenvolvi em casa, começa a dar frutos. Fiquei com um imenso orgulho na peça de teatro que escrevi e que teve um trabalho fantástico de todo o pessoal da Gato que Ladra; Próximo fim de semana é a estreia em Espinho da sessão de planetário que escrevi e de repente, a vida parece arrebitar outra vez. Hoje não há tempestade que me incomode! É noite para comemorar! Weeeeeee!!! :)

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Aviso tarde e a más horas...

Agora há rockumentário no Onda Curta da RTP2



Está quase... :)

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sexta-feira, abril 4

Hoje vou ver uma peça minha!!! :)



Só assisti a alguns ensaios, ainda muito no início e nem tinha visto a coisa com cenários, adereços, figurinos, e tal. Vai ser uma emoção. Já estive a ver fotografias e estão com muito bom aspecto...



A ver, se não venho a dizer mal de mim :P

Depois...

Venho a correr para o Lounge para o concerto dos Hypers... Ouçam lá se não é um bom programa ;)



amanhã... PRAIA!!!!!! :)

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15. O que aconteceu ao quadro?

eu no meu melhor... no momento do drama o que é que uma das personagens diz: "De estômago vazio não se consegue pensar"... Ora bem... :)

Nessa manhã acordei com um grito. Era a voz da minha mãe. Ouvi um burburinho e passos apressados que entravam e saiam da casa numa grande agitação. Levantei-me da cama muito depressa e, de pijama no corpo e ramelas nos olhos, segui aquele som aflitivo que vinha da tenda branca. Quando lá cheguei, encontrei uma verdadeira reunião de pijamas. Uns de calções e t-shirt, outros de calça e camisa, tinham todos ido directamente da cama ver o que tinha acontecido. A minha mãe destoava no centro do grupo, de cara lavada e vestido de praia, a chorar e a falar, sem que se percebesse nada do que dizia.

- Calma, Isabel, explica-nos o que aconteceu – O meu pai, abraçou-a e tentou acalmá-la.
- Eu vinha terminar…fiquei a noite toda a pensar nisso e já sabia o que queria…
Como voltou a chorar sem continuar a sua explicação, o meu pai voltou a insistir – E o que é que querias?
- Já corri tudo, não encontro explicação…
- Não encontras explicação para quê? – Ajudou o Henrique.
- Não está cá… agora que estava tão perto…
- Tão perto de quê? – impacientou-se o meu pai..
- De terminar…vocês viram…
- Por favor, explica-me de que é que estás a falar..- exasperou o meu pai, levantando a voz o que fez com que a minha mãe voltasse a chorar. O Henrique agarrou-lhe nas mãos para a acalmar. Eu e o Mário assistíamos a tudo sem saber o que fazer. De repente percebi:
- O quadro, estás a falar do quadro, mãe?
A minha mãe acenou afirmativamente com a cabeça. Olhámos para o sítio onde tinha ficado na noite anterior e vimos um espaço vazio.
O meu pai, a apontar para o local, perguntou – O que é que lhe aconteceu? Onde é que está?
- Isso queria eu saber - lamentou-se a minha mãe - estava mesmo no fim…
- Calma Isabel, nós vamos descobrir o que aconteceu aqui – assegurou o Henrique..
- Nunca vou ser capaz de fazer outro igual…
- Não penses nisso agora, amor – O meu pai apertou-a com força nos braços e beijou-a.
- Vamos dar aqui uma volta… talvez esteja por aí… - Tentou ajudar o Mário
- Ele não anda sozinho – disse a minha mãe numa voz tremida.
- Querem que ligue para a polícia? – perguntou o Henrique
- Polícia? – Mostrou-se nervoso o Mário – Talvez não seja caso para tanto.
A minha mãe olhou para ele com uma expressão verdadeiramente zangada. O meu pai definiu prioridades:
- Primeiro, o Mário vem comigo dar uma volta aqui na zona, enquanto vocês ficam com a Isabel e aproveitam para preparar o pequeno almoço. De estômago vazio não se consegue pensar. Se não encontrarmos nada, quando chegarmos ligamos à polícia e logo se vê o que acontece.

Enquanto o Henrique tentava animar a minha mãe, aproveitei para lavar as ramelas dos olhos e vestir-me. Pela pequenina janela da casa de banho vi um lagarto a passar que por momentos pensei que pudesse ser o meu Jeremias. Empoleirei-me para olhar melhor e vi que não era. De repente, outro lagarto noutra zona do jardim, e outro e outro. Não andavam juntos e organizados como no dia da procissão mas eram muitos os lagartos que, desordenadamente, atravessavam o nosso quintal. Achei estranho mas não consegui encontrar na minha cabeça nenhuma razão concreta para suspeitar que isso pudesse ter alguma coisa a ver com o desaparecimento do quadro.

Passado pouco tempo, o meu pai e o Mário regressam desanimados. Não viram nem quadro, nem vestígios da passagem do quadro em lado nenhum. Era altura de chamar a polícia. Quis ir falar com o Ricardo mas os meus pais acharam melhor eu esperar pela chegada das autoridades. Era a segunda vez naquele Verão que a polícia era chamada para interferir na minha investigação.

No meu quarto, abri o pequeno caderno que me acompanhava sempre e comecei a escrever as minhas ideias. Lembrei-me do carro negro que por ali andava nessa noite e recordei-me do comentário do Mário ao ver o quadro da minha mãe. Tinha dito qualquer coisa como precioso ou valioso. Será que tinha sido ele a roubá-lo com a ajuda do tal condutor? Mas era tão estranho pensar nisso, ele que sempre tinha sido tão amigo dos meus pais… Não podia esperar para contar tudo ao Ricardo.

- Pelo menos desta vez roubaram alguma coisa – disse o responsável da polícia sem ver a expressão que provocara no rosto da minha mãe – se não iríamos pensar que andavam a gozar connosco..
- E podemos ter esperanças de que descubram os ladrões? – Perguntou asperamente o meu pai.
- Tenho já os meus melhores agentes a recuperar provas no exterior. Mas recapitulando, ontem à noite estiveram todos a olhar para o quadro. Alguma razão para isso?
- Sim, a Carlota sem querer tinha deixado cair a tela. Nós ouvimos barulho e fomos ver o que se tinha passado.
- E posso saber o que a menina andava a fazer por ali às escuras? – disse num tom muito irritante.
- Andava a seguir um lagarto com quem costumo brincar…
- E está à espera que eu acredite nesse disparate.

Desta vez a minha mãe zangou-se – Não está a dizer que foi a minha filha que roubou o quadro, pois não?
- Não senhora – gaguejou atrapalhado – Só penso que uma menina a seguir lagartos é uma coisa…er…um bocadinho suspeita, digamos..
- Pois nós podemos todos aqui confirmar que a Carlota desde pequenina que anda sempre por aí, a brincar com os lagartos – rematou o meu pai.
- E, segundo o seu depoimento – era comigo – o lagarto entrou na tenda por debaixo da lona e a menina foi a segui-lo às escuras. Também passou por debaixo da lona?
Os meus pais começaram a respirar fundo para controlar a sua irritação. O Henrique ria-se e o Mário assistia a tudo inexpressivo
- Não, fui pela entrada – respondi-lhe com determinação.
- E tinham comida ou algo que pudesse atrair o animal ao interior da tenda?
Já estávamos todos tão irritados com a insistência daquela conversa que o meu pai não aguentou mais e explodiu:
- Não, os lagartos gostam de admirar o quadro da minha mulher. Ainda no outro dia vieram às centenas, em fila, para o ver.
O Agente responsável, fez uma expressão incomodada e reagiu - Eu estou só a fazer o meu trabalho, gostaria que me respeitassem…
- É verdade – confirmei – no outro dia fomos dar com a tenda cheia de lagartos que vinham para ver o quadro e partiam.
O agente começou a ficar muito vermelho e inchado. Quando achávamos que estava prestes a explodir, largou num riso histérico de tal forma que até os agentes que andavam lá fora espreitaram para ver o que se passava.
- O caso está resolvido!! – disse ele num tom de voz exaltado – a culpa é dos lagartos. Foram eles que roubaram a obra…
Eu, os meus pais, o Mário e o Henrique olhámos uns para os outros a pôr verdadeiramente aquela solução em questão.
O polícia continuou a falar num registo nervoso – Não querem que acredite nisso, pois não… então vamos lá a ver se conseguimos reconstruir o que se passou ontem à noite.

Depois de mais umas perguntas imbecis, o responsável pouco simpático despediu-se, dizendo que iriam cruzar os dados com os do outro assalto e que voltariam mais tarde para continuar as investigações no local.

Quando finalmente saíram, ainda ficámos todos calados por um momento. O Henrique foi o primeiro a perguntar – Vocês acham?
- É uma ideia um bocado absurda – confessou o meu pai.
- Difícil de acreditar – confirmou o Mário.
- Eu acho que isso é um disparate. Para que é que os lagartos quereriam o meu quadro? Para onde é que o levariam e como?… Não sei se já pensaram nisso mas uma tela não deve ser coisa fácil de transportar para um lagarto..
- Tens razão Isabel, isto é um disparate pegado – concluiu o Henrique – Mas quem é que teria interesse em levar o quadro – e olhou para o Mário de uma forma suspeita que, incomodado, se levantou e saiu da casa irritado.

O Henrique seguiu-o e eu fiquei a ver para onde iam. Sentaram-se na piscina a falar. O meu pai foi para a cozinha preparar o almoço e, a minha mãe deixou-se ficar, apática, estendida no sofá. Dei-lhe um beijinho na testa e saí para tentar aproximar-me dos meus suspeitos.

- Não é desconfiar de ti mas tens que admitir que ultimamente andas muito estranho. Se estás a ser pressionado, se tens alguma dívida, alguma coisa grave, podes confiar em mim.
- Vai chatear outro! – O Mário, pouco satisfeito com a conversa, levantou-se novamente e saiu pelo portão a andar apressado até se perder no meio das árvores.
O Henrique ficou imóvel junto à piscina e eu voltei para a casa enquanto pensava – pois, esta conversa não me traz nada de novo. Poderá ter sido o Mário e é por isso que nos está agora a evitar?
- O que é que estás para aí a dizer, Carlota? – Acho que devo ter pensado alto e o meu pai ouviu alguma coisa.
- Eu não disse nada…
- Então estás a ficar velha… a falar sozinha, porque estavas a dizer qualquer coisa…- e fez-me uma festinha na cabeça.

Durante o almoço contei os minutos até poder sair para ir ter com o Ricardo.
...

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quinta-feira, abril 3

Noites de verão em Abril


huuummmmmm............................. :)

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quarta-feira, abril 2

Viagem a um Buraco Negro?

Quem é que arrisca?

A antestrestreia é já no dia 12 de Abril às 16h com presença de Nuno Markl e Alexandre Soares.

Eu quero ir!


Depois fica...

"“Viagem a um Buraco Negro” introduz um narrador pouco convencional, que leva os espectadores numa viagem ao centro de um buraco negro… com consequências imprevisíveis!

Através da experiência única que é uma sessão de planetário, partimos da Terra em viagem pelo cosmos. Atravessamos nebulosas até ao local onde as estrelas se formam, compreendemos como o nosso Universo evoluiu desde o início do próprio tempo e espaço e no final iremos ao encontro de um dos objectos mais fascinantes e misteriosos, os invisíveis buracos negros.

Para esta nova sessão temos dois nomes de peso: o narrador Nuno Markl, figura de relevo do actual panorama humorístico português ( Produções Fictícias e colaborador da Antena 3) e Alexandre Soares (ex GNR e ex Três Tristes Tigres), compositor da Banda Sonora Original.

É dirigida a um público a partir dos 12 anos, mas poderá ser apreciada por toda a família.

Esta sessão estará em exibição no Planetário do Centro Multimeios de Espinho, aos Sábados, Domingos e Feriados às 16:00H.

Esta sessão conta com o apoio da Fundação Navegar, da Câmara Municipal de Espinho, da Antena 3 e da Impor Música."

Por isso não há desculpas. Já tudo a planear um passeio ao Centro Multimeios de Espinho em breve ;)

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she is the new thing

porque há manhãs em que acordamos assim...



este vídeo roubado ao bebé blog my mind's not right, veio mesmo a calhar!

THE HORRORS "She Is The New Thing"

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