passarola quer voar: Junho 2008

segunda-feira, junho 30

Esta semana começa bem por duas razões:

Primeira, arranca hoje na SIC radical, às 22h30, o novo programa de humor, que tem como cúmplices pessoas que gosto muito, como o meu mestre Filipe H Fonseca e os Alcómicos Anónimos de quem aqui também já tenho falado. A coisa promete e eu estou em ânsias de ver... Apesar de achar muito mal aquilo passar exactamente no mesmo dia da semana e à mesma hora da única série que gosto mesmo de ver na RTP2... Eu ainda não tenho MEO, meus!!! :S



Segunda, amanhã a Inês Meneses volta a apresentar o programa da manhã na Radar!!
Vou voltar a ter o meu musicóscopo numa altura em que estão a arrancar tantas coisas boas na minha vida... é um bom sinal!
Bom regresso, Inês! :)

Etiquetas: ,

domingo, junho 29

My heart belongs to Lucy


<3

Pop dell'arte_Querelle

Etiquetas:

sábado, junho 28

24. Uma aventura na esquadra, parte II

E começam as explicações :)

...
- Com que então já sabiam que o Mário estava a trabalhar comigo – disse-lhes enquanto se sentava junto deles.
- Trabalhar? - Estranhou a Carlota.
– Se não fosse ele, nunca teríamos conseguido agarrar o Simão. Mas como é que vocês descobriram isso tudo é que eu gostava de saber.
As duas crianças entreolharam-se atrapalhadas.
- Eu vi-o consigo, uma vez – disse a Carlota baixinho, com a sensação de que ainda não tinha percebido nada de nada.
– O senhor é da polícia? – Perguntou o Ricardo.
O Homem riu-se e começou a explicar. – Mais ou menos. O meu nome é David e sou um agente especial. Isto significa que trabalho com a polícia em investigações difíceis. E acreditem que esta estava a ser muito difícil de resolver...
A Carlota e o Ricardo ficaram calados à espera da continuação da explicação.
- Já há muitos anos que o Simão andava por aí a fazer vigarices. Nós sabíamos mas nunca conseguíamos provar. Então lembrámo-nos de contratar uma cobaia que nos ajudasse a apanhá-lo em falso.
- Ah! E foi aí que entrou o Mário - percebeu finalmente a Carlota.
- Era preciso alguém de quem o Simão não desconfiasse. E quando ele começou a aparecer por aqui, ligado à construção da tua casa – apontou para o Ricardo - começámos a investigar a vizinhança à procura do nosso ajudante perfeito…
- Foi por isso que nos andou a espiar de binóculos? – escreveu o Ricardo.
O Agente David olhou para ele surpreendido. - Como é que tu sabes que eu andava a espiar?
- Porque vimos o reflexo dos binóculos e deduzimos que era o Senhor quando mostrou conhecer a Carlota na vila.
- Além disso eu vi-o passar de carro por ali várias vezes…
- Boa!! Vocês são mesmo muito espertos. Tenho de me lembrar de vos contratar para o meu próximo caso difícil. – E calou-se por uns momentos. – Onde é que eu ia?
- Nos binóculos – lembrou o Ricardo.
- Ah! Não! Nessa altura eu só estava a controlar as movimentações da zona.. Estas investigações à vizinhança foram anteriores, mesmo antes de vocês chegarem, nós já vos conhecíamos a todos – olhou para a Carlota – Estávamos a investigar os amigos dos teus pais quando um dos nossos agentes que conhecia alguém, que conhecia alguém que conhecia o Mário, nos falou dele. Vimos logo que era a pessoa ideal, actor, discreto e a precisar de trabalho.
- Então o segredo do Mário é que estava a trabalhar numa investigação secreta – adiantou-se a Carlota à explicação do Agente.
- E não podia ter sido melhor. Falámos com ele e contratámo-lo logo. Aproximou-se do Simão como se fosse um comprador e, graças a ele, conseguimos ter acesso à forma como enganava as pessoas e assim, provas das suas falcatruas. Juntando isso ao facto de ter tentado roubar o quadro da Isabel, vamos conseguir que não engane ninguém por uns bons tempos..
- Epá!! Que grande história!! - Exclamou entusiasmado o Ricardo.

- Mas ainda há coisas nesta história que não conseguimos decifrar – disse o Agente olhando para o quadro da Isabel. – A primeira, é como é que o Simão conseguiu roubar o quadro da vossa casa quando estava a ser vigiado por nós. Eu próprio passei grande parte da noite entre as vossas duas casas e não dei por nada.
- Eu vi-o nessa noite – confirmou a Carlota.
- Até porque quem visse a cara surpreendida que fez quando encontrámos a tela bem escondida no tecto falso da casa de banho do quarto, nunca diria que ele sabia de alguma coisa…
- Se calhar também é um bom actor – sugeriu o Ricardo.
- Mas podem ter a certeza, tenha sido ele ou não a roubar a tela, fez-nos um favor enorme ao colocá-la ali. Foi essencial para conseguirmos prendê-lo.

A Carlota e o Ricardo sorriram satisfeitos com o seu segredo bem guardado.

- Agora, quanto à voz anónima que nos deu a pista sobre o quadro, eu tenho cá uma desconfiança de onde veio…– continuou o Agente especial, piscando um olho na direcção do computador do Ricardo – mas para já, e porque o Simão não precisa de saber de nada disso, digamos que foram uns lagartos simpáticos que andam por aí a zelar pelo bom cumprimento das leis. E a propósito, onde é que te escondeste quando te encontrei no sítio dos lagartos? – perguntou à Carlota.
- Ah! Isso é uma história muito comprida…. Digamos que caí num buraco…
- Nunca percebi porque é que tinhas tanto medo de mim. - O Agente David despediu-se com um novo piscar de olhos e foi ajudar a Isabel a levantar o quadro.

A Carlota e o Ricardo ficaram a olhar um para o outro de boca aberta sem perceber muito bem o que é que o agente sabia sobre o segredo dos lagartos.
...

Etiquetas: ,

sexta-feira, junho 27

Uppps!

O pior de se estar a trabalhar no mesmo quarteirão em que se mora é quando decidimos ir dar uns mergulhinhos à praia antes de começar a trabalhar e somos apanhados em flagrante por um dos chefes, no regresso a casa, a semear sal e areia por onde passamos... Ups... fui dar um mergulho para me inspirar... mas estive o tempo todo a pensar em trabalho, aliás... já estou a ir trabalhar... olha eu a ir trabalhar... :s e com esta, vou mesmo começar a trabalhar... ;)

terça-feira, junho 24

Duas coisas obrigatórias amanhã:

1ª Ouvir a Agência Lusa, durante o dia na Radar.
O som que vai andar por lá é o dos The Hypers, já aqui tenho falado deles, pois conheci-os pequeninos a fazer uma abertura para os d3o, numa noite inesquecível, organizada pelos grandes Maiorais em Rio Maior e desde então, tem sido vê-los crescer. :)

Para quem não sabe, o programa passa às 10h30; às 15h45 e às 20h15. Têm três horários à escolha por isso, não há desculpas para não ouvir.




2ª Ir à noite conhecer os AbztraQt Sir Q ao Maxime. Os concertos estão marcados para começar às 22h.
Vão também tocar os Profilers e não sei se mais alguma banda.
Vão ouvi-los no link ali por cima do nome deles e digam lá que não ficam com vontade de os conhecer melhor?
Encontramo-nos lá? ;)

Etiquetas:

um programa com o universo Britney Spears...

ok... mas... posso usar uma abordagem mais... dentro deste género?



eheheeh.... ;)

Etiquetas:

domingo, junho 22

Here's your Future



The Thermals
e a vida.... sempre a mudar ;)

Etiquetas:

sexta-feira, junho 20

24. Uma aventura na esquadra, parte I

Este também é dos grandes, acabei por dividi-lo em dois... e envolve perseguição polícial, que fica sempre bem num livro de aventura. ;)

Sem aguentar mais, a Carlota pegou na mão do Ricardo e entraram os dois pela porta da esquadra. Olharam em redor e não viram nenhuma das caras familiares que procuravam. Um dos agentes de um grupo de polícias que fazia uma pausa junto de uma máquina de alimentos, tentou interceptá-los: - Posso ajudar?
A Carlota e o Ricardo aceleraram o passo e continuaram a avançar pelas instalações, muito determinados.
- Onde é que vocês pensam que vão? – gritou o mesmo polícia, tentando detê-los.

A Carlota e o Ricardo continuaram, mais depressa, ignorando os protestos do agente.
Começaram a entrar nos corredores, primeiro à esquerda, depois à direita, e ainda à direita novamente, até o conseguirem despistar.
Continuavam sem ver ninguém até que, por detrás de uma janela reconheceram algumas caras. Viram o Agente inchado a falar com o Mário e com o Homem sem rosto que se mantinha com um ar sinistro de costas para a porta. O Mário levou as mãos à cabeça num movimento preocupado. O Homem sem rosto começou a gesticular e o Agente inchado pareceu não gostar do que ouviu. A Carlota e o Ricardo estavam encostados ao vidro, tão concentrados na tentativa de adivinhar sem ouvir o que se passava lá dentro, que se esqueceram de que estavam à vista de toda a gente. O Homem sem rosto começou a virar-se e as crianças curiosas não se mexeram. Corriam o risco de serem vistas mas não podiam desperdiçar aquela oportunidade de lhe verem os olhos, o nariz e a boca. Os seus corações palpitavam e quando estavam prestes a vê-lo de frente, alguém as agarrou pelos braços.

- Estava a ver onde é que se tinham metido… - era o mesmo polícia da entrada. – Posso saber o que estão aqui a fazer?
A Carlota e o Ricardo encolheram-se, esticaram-se, agitaram-se até que o Ricardo com uma joelhada entre as pernas do polícia, consegue fazer com que ele precise das mãos, libertando-os aos dois para uma nova corrida por entre os corredores da esquadra. A porta do gabinete abre-se e o Agente inchado pergunta o que se passa. Dá ordem para que agarrem as crianças e de todos os lados saem polícias na sua perseguição. A Carlota e o Ricardo fogem pelos corredores labirínticos e quando estão prestes a chocar contra equipas de dois agentes, mudam a direcção para um novo corredor onde vão encontrar novas equipas com outros agentes. Estão prestes a ficar cercados e tentam as portas dos gabinetes. A primeira está trancada. A segunda também mas a terceira abre-se com facilidade. Silenciosos, escondem-se atrás de uma secretária e ouvem passos. Alguém abre a porta.
- Viu entrar aí alguém, colega? – pergunta o agente que abriu a porta. A Carlota e o Ricardo olham um para o outro. Não tinham reparado que estava alguém dentro da sala.
- Não colega, por aqui tudo calmo. – Ufa!! Não foram vistos. A porta fecha-se e os passos afastam-se. Devagarinho as cabeças das crianças começam a espreitar por trás da secretária para verem com quem partilham a sala. A poucos metros está um agente sentado numa cadeira, de costas para eles, a olhar para a parede da frente. Para onde estará ele a olhar? – pensam os dois e, mais cuidadosamente, cada um de um lado da secretária, voltam a espreitar. Não vêm nada. Saem mais um bocadinho do seu esconderijo e continuam sem ver. Espreitam mais longe, assustam-se e voltam rapidamente para trás da mesa. De olhos fixos um no outro e, quase em simultâneo as suas bocas abrem-se para desenhar com os lábios sem falar: Simão. Ficam imóveis durante uns segundos, na esperança de não serem vistos nem ouvidos. Devagarinho o Ricardo começa a mexer-se. Espreita novamente para fora da secretaria e confirma que não deram por eles. De gatas começa lentamente e sem barulho a dirigir-se à porta que o polícia deixara entreaberta. Passa a porta e esconde-se do outro lado. Espreita novamente o fundo da sala para confirmar que está tudo bem e faz um sinal a Carlota que imita o seu percurso. Já do lado de fora, levantam-se os dois muito suavemente e respiram fundo, aliviados.
- Posso saber que confusão é que estão a tentar arranjar por aqui? – Pergunta uma voz grave.
A Carlota aperta o braço do Ricardo, assustada. Reconhece a voz, o corpo esguio mas não reconhece o rosto. Os seus olhos brilham num azul intenso que acompanha um sorriso generoso. A sua face é bonita e inspira confiança. A Carlota fica confusa, sem saber o que dizer. O Ricardo é o primeiro a reagir. Pega no computador e escreve com o ar mais natural do mundo:
- Estávamos só à procura dos nossos pais.
- E não era mais fácil terem perguntado logo? – a voz grave que tanto atormentara os sonhos da Carlota, tenta acalmá-los com um sorriso.
Ela ainda não sabe o que pensar e acusa-o: - Eu conheço-o. Foi você que envolveu o meu amigo Mário nesta confusão. Não foi ele que roubou o quadro da minha mãe e eu tenho a certeza disso.
- Tu és uma rapariga muito esperta. Eu sempre achei isso – Surpreendeu-a o Homem que já tinha rosto enquanto os encaminhava para uma sala onde podiam ver todos os seus familiares reunidos. – Podes ficar descansada que nós também sabemos isso.
- Nós quem?! – pensou a Carlota – O que é que vocês sabem desta história? – Preparava-se para perguntar quando a porta se abriu e se ouviram as vozes dos pais dos dois a falar ao mesmo tempo:
- Onde é que vocês andaram?
- À vossa procura. – voltou a responder o Ricardo.
- E era preciso andarem a correr por aí? – ralhou a voz zangada do Tomás. – Agora deixem-se ficar aqui sossegados enquanto resolvemos um assunto.

A Carlota e o Ricardo olharam em volta para tentar perceber o que se passava ali. A sala era espaçosa e tinha uma grande janela que dava para a rua. Sentados no parapeito, o Mário e o Henrique falavam calmos, sem zangas. O Ricardo acotovelou o braço da Carlota para apontar a tela da Isabel que descansava em cima de uma cadeira, coberta com o velho lençol. Junto da secretária de um oficial que convulsivamente escrevia ao computador, estavam a Vera, o Tomás, a Isabel e o Jorge. O Homem do rosto, depois de confirmar a informação que saía da impressora, veio na direcção das duas crianças que o olhavam curiosas para tentar perceber qual o seu papel no meio de toda esta história.

...

Etiquetas: ,

quinta-feira, junho 19

Hoje há...

... BOM SOM nas Catacumbas!


NOBODY'S BIZNESS

19 Jun 2008, 23:30
Trav. Agua da Flôr, 43, Bairro Alto

Bora? ;)

Etiquetas:

terça-feira, junho 17

“Algumas coisas acontecem…

… porque nós queremos que elas aconteçam, outras não. Por exemplo, cair não é uma coisa que se quer que aconteça, mas cair e conhecer alguém, pode ser. Cai-se porque se quer e porque não se quer, mas cair é igual, acontece sempre. E acontecer sempre é uma segurança, mesmo quando não fazemos qualquer ideia do que se passa, connosco ou à nossa volta, estamos sempre a acontecer, e isso parece-me bem, parece-me estável. E decidirmos deixar de acontecer não é nada fácil porque há imensa coisa que tem de se desfazer para se deixar de acontecer: deixar de respirar, deixar de comer, deixar de dormir, deixar de ouvir, deixar de ver, deixar de falar, deixar de conhecer, deixar de gostar, deixar de começar, deixar de pensar, deixar de convidar, deixar de acabar. Deixar não é nada fácil, é como acontecer, por vezes deixa-se porque se quer, por vezes é sem querer, mas deixa-se… Umas vezes faz pena, outras não, outras nem se dá por isso e só muito mais tarde é que percebemos que deixámos…” …

É assim que a Patrícia Portela começa a explicar-se ao leitor, num livro delicioso onde cada frase sabe a qualquer coisa tão boa como um petit gâteau de chocolate. E não é só a forma como está escrito ou o imaginário da Patrícia. É todo o objecto livro que é uma surpresa em cada página. A patrícia usa tudo para comunicar connosco de uma forma criativa e original (como também faz com as peças de teatro que cria). As palavras, a forma como estão colocadas na folha, as ilustrações, as notas, umas vezes da autora, outras da escritora, outras da tradutora (deve ser a tradutora da mente confusa da musa ;)) e é um objecto que se quer ter em casa, para abrir, aqui e ali, ler uma frase, ver um boneco e ficar com um sorriso. Lê-se num instantinho, e sabe tão bem!! Encomendem já... AQUI!

Entretanto, ando deliciosamente viciada no romance do Afonso Cruz… já vos conto mais, em breve.

Etiquetas: ,

O céu não é para todos...

sábado, junho 14

A festa continua...

E hoje, no tal arraial da Mouraria, há concertaço!! Já lhes vi um bocado das cabeças no meio das confusões da noite de Santos, hoje quero ir vê-los melhor. Tecno-pimba do melhor!! Bora? :)



up date... ou talvez fique mesmo por casa a descansar das festas e a armazenar energias para a do futebol amanhã :P

Etiquetas:

23. O desencadear dos acontecimentos

Pois é, com santos e festarolas, a Carlota já ía ficando esquecida :P

A Carlota e o Ricardo acordaram muito entusiasmados nessa manhã. Enquanto ela, na casa dela, conferia repetidamente se tinha tudo o que precisava dentro da mochila, ele, no quarto dele, testava as inúmeras possibilidades de vozes do computador e frases para a ligação telefónica à polícia. Finalmente os pais anunciaram que estava na hora da partida e, nas duas casas, as crianças foram as primeiras a entrar nos carros e a exasperar com os adultos que nunca mais se despachavam.

O carro da Carlota chegou primeiro à vila e, enquanto os pais e o Henrique se sentaram numa esplanada de um café, a Carlota aproveitou para correr para a cabine telefónica do jardim e confirmar que estava tudo em ordem. Retirou o cartão das chamadas da mochila, pôs-se em bicos dos pés, enfiou-o no respectivo local e levantou o gancho do telefone para se assegurar que tudo funcionava tão bem como da outra vez em que ali tinha estado com o Ricardo - Tuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuummmmmmmmmm!!! – O telefone deu sinal de linha. Estava tudo preparado.

Ao sair da cabine viu o Jipe do Tomás e não precisou de voltar à esplanada pois o Ricardo já vinha a correr na direcção dela. Ele mostrou-lhe duas ou três vozes e rapidamente escolheram uma.
Tinha chegado a hora. Respiraram fundo e começaram a operação. A Carlota repetiu os movimentos que já tinha ensaiado e, ao ouvir sinal, marcou o número do cartão. Quando uma voz respondeu do outro lado, ela deu a indicação para o Ricardo accionar o programa do computador:
- Eu tenho informações sobre o quadro desaparecido esta semana.
- Peço desculpa, mas o Detective responsável não se encontra – disse uma voz feminina do outro lado da linha. – Pode voltar a ligar amanhã?
- O quadro desaparecido está na Residencial 3 Estrelas, quarto nº 116. Encontrará aí o ladrão dos dois assaltos ocorridos nestes dias.. – Insistiu a voz abafada do computador. E desligaram. A Carlota e o Ricardo ficaram a olhar um para o outro e começaram lentamente a sair.
- Será que lhe transmitem o recado? – Perguntou o Ricardo.
- Pois – pensava alto a Carlota – hoje é Domingo… devíamos ter pensado nisso..
- Só nos resta esperar para ver o que é que acontece – concluiu o Ricardo já perto da esplanada onde estavam os adultos. Todos juntos seguiram a pé para o restaurante.

Se a Isabel, o Jorge, o Tomás e a Vera não estivessem tão envolvidos e entusiasmados com os seus temas de conversa durante a refeição, certamente teriam reparado que três dos seus companheiros de mesa comiam silenciosos, ausentes, pensativos. A Carlota e o Ricardo imaginando todas as possibilidades de desfecho para a sua aventura e o Henrique, preocupado com as confusões em que o seu amigo Mário pudesse estar envolvido.

As respostas às perguntas dos três, vieram antes da sobremesa. Ainda não eram duas da tarde quando o telemóvel da Isabel tocou. Era o tal Agente da Polícia a informá-la que o quadro tinha aparecido e que solicitavam a presença dela na esquadra da polícia assim que lhe fosse possível. A Carlota e o Ricardo olharam nervosos um para o outro. Os dados tinham sido lançados e restava-lhes esperar que tudo corresse como previsto.

O fim do almoço precipitou-se. A Vera e o Tomás também foram chamados à polícia, num telefonema que chegou poucos minutos depois. Rapidamente pagaram a conta e deslocaram-se em grupo para a esquadra que ficava a poucos quarteirões do restaurante. Contrariados, a Carlota e Ricardo ficaram cá fora à guarda do Henrique, enquanto os pais foram tratar de encontrar o Agente.

- Bolas, como é que podem deixar-nos de fora num momento tão importante! – desabafou a Carlota enquanto se sentavam os três num banco de jardim que ficava no passeio, mesmo à porta da esquadra.
O Henrique riu-se, esqueceu-se do Mário e começou a brincar – O Agente inchado deve estar a perguntar pela trigésima quinta vez porque é que tu andaste a brincar com um lagarto na hora e no local do crime… aliás tu nunca chegaste a explicar isso muito bem…

A Carlota e o Ricardo olharam para ele nervosos, sem vontade de brincar. Não conseguiam deixar de pensar no que se estaria a passar dentro daquelas quatro paredes.
- Pronto!! Já não está cá quem falou. – Calou-se o Henrique ao perceber que não estavam a achar-lhe piada.

- Henrique! Temos um problema – chamou-o o Jorge que vinha a sair da esquadra com uma expressão preocupada – Descobriram a tela no quarto onde o tal Simão estava hospedado – explicou num tom de voz que, apesar de baixo, a Carlota e o Ricardo conseguiram ouvir perfeitamente. - Parece que o Mário estava com ele e também foi preso…

- O Mário? - O Henrique levantou-se rapidamente e, sem ouvir mais nada entrou a correr pelo edifício adentro. O Jorge foi atrás dele e a Carlota agarrou muito aflita nas mãos do Ricardo:
- Tu ouviste….o Mário está preso!!! – repetiu, angustiada - Temos que fazer qualquer coisa. Isto não está a acontecer como nós queríamos…
O Ricardo conseguiu manter a calma para tentar perceber o que se passava:
- O que é que o Mário estaria a fazer com o Simão?
- Mas não foi ele que roubou o quadro…
- Calma Carlota, vamos ver o que se passa…
- Tu não percebes!!!… É por nossa culpa que o Mário está preso… - a Carlota começou a andar de um lado para o outro, sem saber o que fazer, com o Ricardo atrás dela a tentar acalmá-la. De repente o ruído da travagem brusca de um carro fez com que os dois desviassem o olhar para a estrada em frente deles.
- Ah! – Gritou a Carlota ao ver estacionar à porta da esquadra o carro preto cuja matrícula começava por 89. Lá de dentro saiu o Homem sem rosto e ela escondeu-se atrás do Ricardo. O homem passou apressado por eles e já estava de costas, dentro da esquadra, quando retirou o chapéu. A Carlota e o Ricardo ficaram a ver a sua cabeça a desaparecer no escuro do interior.
- E agora?? Isto está mau para o Mário… e a culpa é toda minha – chorou-se a Carlota com um enorme peso de consciência por ter avançado com a ideia de colocar provas onde elas não existiam.
- Calma, a ideia foi minha. Tu não tens culpa de nada e eu vou safar o Mário desta história – tentou acalmá-la o Ricardo, apreensivo sem saber muito bem o que poderiam os dois dizer ou fazer, de forma a que acreditassem neles…
...

Etiquetas: ,

quarta-feira, junho 11

E os santos em Santos?

Uma das alturas em que mais me custou no ano passado, durante o loooooooooongo e doloroso período das obras em casa, em que estive exilada nos meus pais, foi estar longe de Santos na época dos Santos... Os enfeites na rua, os preparativos entre a vizinhança, a música a começar a entrar pela janela uma semana antes, os pequenos arraiaias montados aqui e ali... acho que até do cheiro a sardinha assada na roupa do estendal eu senti saudades... Este ano que já cá estou, não se sente festa praticamente em lado nenhum. Diz que o restaurante aqui em baixo vai montar esplanada e pôr aí uns faditos, mas de ruas fechadas ao trânsito com arraiais e festa por todo o lado, nem cheiro.
Com muita pena minha, acho que este ano abandono os vizinhos do bairro e faço a festa na Mouraria. A ver se é mais parecido com isto ;)

Dias difíceis...

...praia de manhã, jogo daqueles que dá gozo ver à tarde, jantarada para comemorar a vitória :P

... pronto, escrevi um conto a meias entre a praia e a espera da hora do jogo ;)

terça-feira, junho 10

Uma triste canção...

Foi uma noite de canções tristes, mas com cheiro a sardinha assada, sangria e muito bom humor. A Associação Renovar a Mouraria está 100% aprovada, com um espaço muito simpático, com belos petiscos, oferta de tremoços e azeitonas com a cerveja e bom som, cantado em português. Vou de certeza voltar mais vezes...

O J.P acertou em cheio e acabou em grande...

Etiquetas:

segunda-feira, junho 9

Hoje, a festa é na Mouraria...


Isto cada vez é mais difícil escolher o que se quer ver, com tanta coisa boa a acontecer em tantos sítios. Mas o ar livre e o cheiro a santos populares puxa-me mais para a Mouraria. O cartaz não é isso que diz, mas diz aqui, no blog da respectiva associação organizadora, que é o J. P. Simões que dá concerto hoje à noite, a malta vai lá ver se é verdade... Bora? ;)

Etiquetas:

domingo, junho 8

Ó pró mano também a brincar aos vídeos...

O maninho 11 meses mais novo também anda a brincar às experiências vídeotas!! E cá está a primeira amostra:



Não é por ser mana babada, mas é uma bela amostra. Bens escolhidas e montadas as imagens que acompanham o texto. Uma história rápida e bem contada com grau de palermice qb. é mesmo meu maninho... De repente lembrei-me dos belos espectáculos que dávamos na varanda da casa em Alvalade onde crescemos (não vale a pena fazer as contas de há quantos anos atrás :S) e das trintaporumalinha que nós montávamos no meu quarto quando éramos pequenos. Acho que está na hora de recuperarmos a nossa dupla de sucesso e voltarmos a brincar juntos. Eu gostava muito :P
Entretanto, fico à espera do próximo... :D

sábado, junho 7

22. Uma ideia genial.

uns minutos fora de tempo... aqui vem o desta sexta feira :)

Durante todo o almoço o Ricardo permaneceu pensativo. Observava, distante, a Isabel o Jorge, o Mário e o Henrique que falavam animados do resgate da Carlota e de todas as coisas estranhas que tinham acontecido naquelas férias. A determinada altura, quando o assunto do roubo do quadro e das investigações policiais veio à baila, fez um enorme sorriso e olhou para a Carlota como se tivesse qualquer coisa para lhe dizer. Por isso, assim que puderam, escaparam-se para a tenda branca onde o Ricardo começou a escrever freneticamente.

- Eu acho que tive uma ideia. É um bocado maluca mas podia ajudar-nos a todos. Resolvíamos todos os mistérios de uma assentada só e ninguém ficava a perder. Para isso temos que falar com o Jeremias e combinar tudo muito bem mas a mim parece-me a solução ideal. Afastávamos o Simão, devolvíamos o quadro à tua mãe e púnhamos um ponto final sobre isto tudo. Parece-me mesmo que tive uma ideia egnial!
- Calma, escreve mais devagar e não troques as letras que agora quem não está a perceber nada sou eu.

O Ricardo, corado com a excitação, começou a descrever a sua ideia.
- O que é que acontecia se, através de um telefonema anónimo, com uma voz irreconhecível, a polícia descobrisse o quadro da tua mãe escondido num quarto de uma residencial onde se encontra uma certa pessoa?
- Essa pessoa ia presa?
- Se a polícia já anda atrás do Simão, pode ser o suficiente para o afastarem por uns tempos…
- Eu acho que escrevi o número do quarto dele no meu caderninho…- Lembrou-se a Carlota, entusiasmada.
- Agora só temos que falar com o Jeremias…
O sorriso da Carlota caiu ao lembrar-se da forma como o Sábio dos Sábios tinha dito que não voltariam atrás com a decisão do quadro – Mas eu acho que eles não vão nessa…

O Ricardo pensou mais um bocado e escreveu – Achas que não há maneira da tua mãe alterar essa parte do desenho?
A Carlota já ia a dizer que duvidava quando se lembrou de uma coisa que fez os seus olhos brilharem e o seu sorriso levantar-se, mais alegre do que nunca. – É isso mesmo, vamos depressa procurar o Jeremias. – e largaram os dois a correr o mais depressa que podiam, esquecendo-se de que o almoço ainda passeava pelo estômago.

Encontraram o lagarto depois de umas mil voltas entre a casa do Ricardo e a casa da Carlota, a casa da Carlota e a casa do Ricardo. Estavam exaustos de tanto correr e com o almoço por digerir.

- Jeremias!! Tivemos uma ideia!! – Atiraram-se para o chão ao pé dele e começaram a explicar a sua estratégia. O lagarto ainda não estava muito convencido mas, depois da Carlota descrever muito bem a forma que tinha encontrado para apagar a entrada da Assembleia do quadro da mãe, o sorriso dele pareceu aumentar e, em poucos minutos, desapareceu para consultar os 8 Velhos Lagartos Sábios.

A Carlota e o Ricardo esperaram e desesperaram pela conclusão A digestão já estava mais que feita e o Jeremias nunca mais regressava. Para libertarem energias resolveram ir nadar para a piscina. No caminho, a Carlota ainda se lembrou:
- E quem é que nos leva à vila para fazermos o telefonema?
- E se hoje fossemos todos jantar fora? – Lembrou-se o Ricardo - Tu pedias aos teus pais para convidarem os meus para agradecer a ajuda que deram ontem e eu dizia ao meu pai para nos convidar a todos, para compensar o mau feitio com que tem andado. Não pode falhar!!!
- Tu és mesmo bom!!! Mas é melhor não escreveres quando estás a andar que já ias esbarrando contra outra árvore…- aconselhou a Carlota, divertida.

Deram uns bons mergulhos e a tarde já estava quase no fim quando o Jeremias espreitou pela borda da piscina, fazendo-lhes um sinal para que o seguissem até dentro de casa. Aí, trepou para cima da zona da lareira onde estava um relógio antigo que já não funcionava há muitos anos. Com a cauda movimentou os dois ponteiros, o das horas e o dos minutos, para junto do número 12.

- Doze? Queres dizer meia-noite? – O lagarto confirmou com a cabeça. – É a hora a que vocês vão levar o quadro?
- Então não vale a pena ligarmos para a polícia hoje…- concluiu o Ricardo.
- Mais vale combinarmos um almoço amanhã…
- Um almoço de domingo, parece-me bem – escreveu, satisfeito.
- E as ruas não são tão assustadoras de dia – alegrou-se a Carlota ao recordar a última experiência que passara na vila.
- Espera lá, e se o Simão descobre o quadro e se livra dele antes da polícia chegar? – lembrou-se o Ricardo.

O Jeremias sorriu, pouco preocupado e rastejou até ao quarto da Carlota. Dirigiu-se à mochila e enfiou-se dentro dela, muito bem escondido.
- Queres dizer que o vão esconder bem? – deduziu a Carlota. O focinho sorridente espreitou por uma pequena abertura.
- Por ver a mochila, deixa-me confirmar já o número do quarto dele. – A Carlota retirou o caderno e procurou – 116, não nos podemos enganar.
- Então fica assim combinado – recapitulou a voz do Ricardo - Eu e a Carlota temos como missão fazer com que os nossos pais combinem um almoço na vila para amanhã. E vocês, tratam de colocar esta noite o quadro no quarto do Simão. Se houver algum problema, comunicamos amanhã de manhã.

Os três companheiros acenaram afirmativamente e separaram-se para cumprirem as respectivas missões. O Ricardo ainda não tinha partido há uma hora quando o pai da Carlota pegou no telefone para ligar para casa dele. Antes de ter tempo de marcar o número, o telefone tocou. Era o Tomás a convidá-los para um almoço na vila no dia seguinte. Depois de algumas discussões sobre quem convidava quem, marcaram o encontro para as 12h no jardim da praça central. A Carlota e o Ricardo, cada um em sua casa, saltaram de alegria. O plano estava a correr na perfeição.

Depois do jantar, o Mário e o Henrique voltaram a discutir. A Carlota, lembrando-se que ainda tinha outra investigação em curso, aproximou-se sem que dessem por ela. Percebeu que o Mário não iria ao almoço do dia seguinte porque tinha qualquer coisa combinada e não queria dizer o quê. Era por isso que discutiam. - Seria mais um encontro com o misterioso Homem sem rosto? – pensou a Carlota desiludida por não se conseguir dividir em duas para estar no almoço e seguir o Mário ao mesmo tempo.

- Bem, amanhã logo veremos o que acontece. – Pensou antes de se ir deitar.
...

Etiquetas: ,

sexta-feira, junho 6

Mais voltas e voltas...

E lá vou eu para o último dia (desta fase, espero) na Casa da Criação. Por fora vou de vestidinho novo e sorriso nos lábios, por dentro há qualquer coisa a doer baixinho. Não foi muito tempo, mas foi muito bom. Pela aprendizagem, pelo convívio, pelas pessoas, pelos poucos (porque foi pouco tempo) bons momentos que vivi ali… valeu a pena. Agora, é tempo de agarrar à séria o livro que ando a enrolar há demasiados meses, é tempo de praia, é tempo para novos projectos. Amanhã começo nova fase de vida.
Hoje não me despeço… digo até já. :)

Etiquetas:

segunda-feira, junho 2

Voltando ao assunto Feira do Livro...

... É já no próximo Sábado dia 7, a partir das 16h30, que eu e o Afonso Cruz vamos estar lá a dar autógrafos. Os pavilhões infantis da Verbo são o nº 96 e 97, do lado esquerdo do Parque, estando de costas para o Marquês. Ide lá dar-me um beijinho! :)


... e cedo, que espero que a sessão não se estique muito, pelo menos no primeiro jogo do Euro ainda estou a contar que a nossa selecção ganhe e quero ir ver isso... ;P

Etiquetas: ,

Se eu amanhã acordar geneticamente modificada…

... ou encontrar por aí um clone de mim com a minha “database de informação histórica, politica, cultural e sociológica, mas sem qualquer ligação, empatia ou envolvimento pessoal a qualquer facto do passado” (isto é um novo homem emocional, ou não emocional?) … a culpa é do que me serviram hoje ao jantar. :S

O Banquete é mesmo uma experiência diferente que só pode saber quem passou por ela. Um jantar todo ele estranho, de filme de ficção científica, num salão nobre do Palácio da Ajuda: é estranho todo o contraste de mesas tecnológicas com os frescos e louças e luxos da sala, é estranha a ambiência e, mais que tudo, é estranha a refeição, com todos os rituais que a acompanham. Mas não vou dizer muito porque ainda tenho esperança que o Banquete seja reposto cá por Lisboa para mais gente ter a oportunidade de ir ver e este é definitivamente um espectáculo que tem de ser experimentado sem grandes conhecimentos prévios. Vale mesmo a pena. ;)

Etiquetas: